Depois de um ano na luta contra o câncer de fígado, filho de Bruno Mendes, ex-Botafogo, vence a doença!

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Além de ter afetado a vida profissional de todos os atletas, a pandemia de coronavírus foi ainda mais difícil para o ex-BotafogoBrunoMendes. Em meio a tantas incertezas sobre o Covid-19, ele descobriu que seu filho de apenas dois anos, na época, estava com câncer no fígado.

Saber do diagnóstico de Miguel, ainda tão pequeno, e em meio a uma pandemia global, onde não se sabia muita coisa ainda, já era de se desesperar, mas a coisa ficou ainda mais complicada para Bruno Mendes e sua esposa, Larissa.

Isso porque o jogador não está atuando mais no Brasil, e no momento que os pais de Miguel souberam da notícia, eles estava a mais de 18 mil quilômetros da família, no Japão.

Pertencente ao Avispa Fukuoka, na época Bruno estava emprestado ao Cerezo Osaka, e precisou pedir uma liberação para ambos os clubes, para que ele pudesse voltar ao Brasil e iniciar o tratamento de Miguel o mais rápido possível, e com ele por perto.

Depois de muita batalha, e momentos difíceis, Miguel, hoje com três anos, venceu o câncer, e em entrevista ao site “Globo Esporte”, Bruno Mendes e Larissa resolveram contar como foram esses meses de luta do pequeno.

Em fevereiro de 2020, no Japão, os pais viram a nova vida mudar totalmente depois que Miguel apresentou um inchaço na barriga. Sem ter qualquer sintoma, parecia que não tinha nada grave acontecendo, mas depois de levar o pequeno ao pediatra, Miguel realizou alguns exames.

Em março, o inchaço estava bem maior do que anteriormente, e em consulta com uma outra médica, onde apenas Larissa pôde estar presente, por conta das restrições causadas pelo coronavírus, o diagnóstico veio.

“Na hora da consulta, a Larissa entrou e eu sentei num banquinho atrás da porta. E ela conversando com a Larissa, eu escuto: ‘Ele deve estar com um tumor’. Assim, curto e grosso. E eu do lado de fora, sem ver nada, fiquei assustado, disse ‘Nossa…'”, contou o jogador.

A partir daí, os pais começaram a procurar ajuda médica, enquanto Bruno tirava algumas dúvidas com o médico do clube, Larissa ia pesquisando especialistas.

Depois de ouvirem de um especialista que o filho tinha grande massa no abdômen, e a chance de ser um tumor era grande, Bruno e Larissa marcaram mais exames para confirmar o diagnóstico, e com a ajuda de um tradutor, tiveram a temida notícia.

Miguel tinha um hepatoblastoma, um tumor maligno no fígado que costuma atingir crianças e tem grande raridade de acontecer.

Foi aí que a principal dúvida veio: voltar para o Brasil onde a pandemia está começando, com risco de ter um colapso na saúde, com os hospitais cada vez mais cheios, ou ficar no Japão longe da família e dependendo de tradutores?

Depois de decidirem voltar para o Brasil, o casal agiu rapidamente, e quase uma semana depois do diagnóstico, já estava embarcando para casa. De acordo com a publicação, foi essa rapidez que foi fundamental para o tratamento de Miguel.

“Estávamos no aeroporto em Londres, os voos todos foram cancelados. O único que foi confirmado foi o nosso. Aí, pensamos: ‘Estamos no caminho certo'”, lembrou Larissa, já que as fronteiras do mundo estavam sendo fechadas pela pandemia.

O tratamento, que foi realizado no Graacc, onde Miguel teria um atendimento mais humano, e poderia voltar para a casa regularmente, sem ter que ficar sempre no hospital, consistia em sessões de quimioterapia no hospital, depois dias de descanso em casa, retorno para novas injeções.

Para que a cirurgia de retirada do tumor fosse marcada, seriam necessários seis meses de tratamento.

“A gente comemorava cada dia, vivia cada dia. Ele chegava um dia em casa do tratamento, depois de vomitar um monte… Mas se ele estava bem, brincando sorrindo, a gente agradecia por ter passado mais um dia”, contou a mãe do pequeno.

No dia 3 de junho Miguel realizou a cirurgia de retirada do tumor. O filho de Bruno Mendes teve 70% de seu fígado retirado, mas com isso, todo o tumor também saiu de seu organismo, já que ele não havia se espalhado.

Já em processo de recuperação, Bruno precisou voltar ao Japão, já que começou a ser cogitado o retorno das competições, e a partir daí, ele acompanhou o filho somente de longe.

“O clube, quando a gente conversou, me liberou um mês. Mas pela pandemia estavam fechadas todas as fronteiras, até para residente. E nisso eu consegui ficar mais um mês, consegui ficar na cirurgia, deu tudo certo. E aí depois da cirurgia, após duas semanas, eu voltei para o Japão. Mas agradeço muito ao clube, que foi muito solícito com a gente. Eles pensaram muito no Miguel, disseram ‘Fica tranquilo, pode ir com sua família’. Tenho que agradecer bastante a eles”, disse o jogador.

A última sessão de quimioterapia de Miguel aconteceu em julho de 2020, mas por conta das restrições ainda existentes nas fronteiras japonesas, Larissa e o filho só puderam voltar para ficar com o pai em outubro.

“Quando ele teve que voltar para o Japão, eu digo que o Bruno além de pai e marido, é um profissional. Então, ele teve de lidar com tudo isso com profissionalismo, porque não podia parar. O time não podia fazer mais, eles fizeram muito”, lembrou a mãe de Miguel.

Larissa ainda contou que não via a hora de voltar ao Japão, para ter a certeza de que tudo terminou, e que eles venceram a luta contra o câncer.

“Queria voltar só para ter a sensação de estava tudo normal. ‘Deu tudo certo, a gente conseguiu, o Miguel venceu'”, contou.

Agora, o dia 24 de julho se tornou o dia da cura de Miguel, e todo esse processo ensinou uma coisa valiosa para os pais do pequeno.

“Desejo hoje que o câncer deixe de virar algo no sentido de morte, que você associa. Não tem como não associar, mas tem vida depois do câncer, você pode viver enquanto está tratando. Tem que creditar que vai dar certo”, reforçou Larissa.

Fonte: SportBuzz

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