Diferenças em Botafogo e Vasco desde o último jogo indicam a metamorfose constante dos times

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O curto intervalo entre a última temporada e a atual obrigou times do Brasil inteiro a se ajustarem na formatação dos times e elencos. No entanto, poucos sofreram tanto com isso quanto os oponentes deste domingo. Tanto que os times que entraram em campo no Vasco x Botafogo da Taça Guanabara são bem diferentes dos que estarão em campo neste final de semana.

Naquele dia 21 de março, um mês e meio atrás, na quarta rodada do Campeonato Carioca, o Cruz-Maltino ainda poupava parte do time. Titulares absolutos, como Ernando e Zeca, dividiram espaço com Lucão e Tiago Reis, por exemplo. Do outro lado, jogadores como Marcelo Benevenuto, José Welson e Matheus Babi nem estão mais no elenco.

A montagem do time de Marcelo Cabo passou pelas seguintes etapas: preservação dos principais jogadores nas duas primeiras rodadas, observação de jovens, preservação alternada dos titulares e mescla de muitos veteranos com algumas promessas. O treinador acredita que tem o time-base mapeado.

Por outro lado, para Marcelo Chamusca os problemas aparecem dia sim, dia também. É lesão, é saída, é dificuldade técnica, tática… resultados como a eliminação precoce na Copa do Brasil gritam, e o treinador vai tentando arrumar a casa. Tem jogador que sai e volta, como aconteceu Paulo Victor; tem atleta que não convence, como Marcinho.

Pelo lado do Vasco, a principal mudança está no gol. Apesar de Lucão ter mostrado segurança debaixo das traves, o Cruzmaltino preferiu apostar na experiência de Vanderlei, que foi titular nos últimos quatro jogos. No sistema defensivo, Léo Matos revezou com Cayo Tenório em algumas partidas, mas a ele pertencente a titularidade da lateral direita. Na zaga, Castan e Ernando são os titulares de Cabo. Dessa forma, principalmente Ricardo Graça e Miranda se revezaram na escalação do Vasco, quando a dupla titular era poupada – ou quando Ernando se lesionou. 

A rotação foi grande também no meio-campo, mas um jogador em específico se destacou nesses últimos dez jogos. O paraguaio Matías Galarza ganhou oportunidades com o técnico Marcelo Cabo e é figurinha carimbada quando o Vasco vai com força máxima para seus jogos. Bruno Gomes, Juninho e Caio Lopes foram outros volantes que receberam oportunidade, mas a titularidade foi conquistada por Galarza e Andrey.

Na frente, jovens da base como Laranjeira, Figueiredo, João Pedro e Tiago Reis receberam oportunidades. Contudo, o esqueleto do time principal de Marcelo Cabo é formado por Morato, Marquinhos Gabriel, Gabriel Pec e Cano. 

Pelo lado do Botafogo, apenas poucos nomes se mantiveram consolidados no time titular. Douglas Borges é titular da meta alvinegra desde que estreou, contra o Resende, Jonathan também se manteve titular desde que estreou, salvo a última partida contra o Nova Iguaçu, Kanu é o xerife da zaga desde o ano passado e Matheus Frizzo se consolidou no meio campo.

Na defesa, Rafael Carioca chegou a tomar o lugar de Paulo Victor por alguns jogos, mas o camisa 46 logo recuperou a lateral-esquerda. Na zaga, depois da saída de Benevenuto, Gilvan ganhou a posição. Contudo, o próprio Gilvan se lesionou e viu o Sousa tomar a vaga.

No meio-campo, a boa notícia se deu pela volta de Pedro Castro. Desde que o camisa 33 se lesionou contra o Bangu, vários nomes foram testados, mas ninguém se consolidou. Luiz Otávio, Rickson, Felipe Ferreira, Ricardinho e Marcinho foram nomes que receberam oportunidades, mas ainda não se firmaram. Kayque foi bem na reta final da última temporada e poderia receber mais oportunidades agora, mas ele está com uma lesão significativa no tendão adutor direito e segue em tratamento. 

No ataque, a mudança principal se deu na posição de centroavante. Após a saída de Babi, Rafael Navarro, naturalmente, assumiu a posição. No entanto, ele rapidamente se machucou e isso obrigou Chamusca a escalar Matheus Nascimento, de 17 anos, entre os titulares. 

Nas pontas, as mudanças também foram grandes. Warley começou a perder espaço no ataque e vem sendo testado na lateral direita, enquanto Marcinho virou opção para o segundo tempo. Nas últimas partidas, Marco Antônio virou figurinha carimbada pelo lado esquerdo, mas a direita ainda é dúvida para Chamusca. Nos últimos dez jogos, fora Warley e Marcinho, Ronald e Felipe Ferreira foram os jogadores que intensificaram a concorrência por aquele lado.  

Fonte: Lance!

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