Dirigente “twitteiro”, Ricardo Rotenberg assume protagonismo nos bastidores do Botafogo

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Dentro das quatro linhas, o Botafogo tem em Keisuke Honda um candidato indiscutível a protagonista da temporada 2020. Nos bastidores, também há quem assumiu papel de destaque e tem sido o centralizador das principais decisões do clube: o vice-presidente comercial e de marketing, Ricardo Rotenberg.

O dirigente, até novembro de 2019 restrito à liderança das ações comerciais, chegou ao posto de protagonista dos bastidores na virada do ano. Em especial por ter tomado frente nas negociações com os astros Keisuke Honda e Yaya Touré, que não fechou com o clube.

A mudança no papel desempenhado por Rotenberg começou em novembro passado quando o dirigente acumulou a vice-presidência de futebol do Botafogo após a saída de Gustavo Noronha. Um mês depois, o clube anunciou a criação de um comitê para tocar as decisões do departamento e, entre os membros, estava Rotenberg.

Ao lado de outros nomes já conhecidos, como o presidente Nelson Mufarrej e o ex-mandatário Carlos Augusto Montenegro, de quem é bastante próximo, Rotenberg ganhou responsabilidades maiores e não se escondeu dos holofotes.

Ao mesmo tempo que começou a ter relação mais próxima com o elenco e com a imprensa, o dirigente criou uma conta no Twitter, rede social que usa para repostar ações do clube, responder torcedores e jornalistas e também comentar negociações.

A atividade no Twitter não agrada a todos e divide opiniões no clube. Chamado até por colegas de “twitteiro”, Rotenberg foi centro de algumas polêmicas na rede social. Em janeiro, por exemplo, desmentiu um jornalista sobre a contratação do volante Luiz Otávio. Minutos depois voltou atrás e escreveu que “parecia ser verdade”.

A importância de Rotenberg nas conversas pela contratação de Honda e na negociação com Yaya é indiscutível. Mas a forma – às vezes amadora – como as situações foram conduzidas também chamou atenção, em especial pelo bate-cabeça entre membros do comitê.

A vinda de Honda chegou a ser ameaçada quando uma fonte ligada ao clube deu certeza da contratação do japonês no dia 28 de janeiro. Horas mais tarde, o jogador desmentiu o acerto, que veio a ser confirmado apenas três dias depois.

No caso Yaya, o Twitter foi usado mais de uma vez pelo VP. Primeiro, para dizer que “não existia nada” e que o Botafogo “não tinha dinheiro”. Dois dias depois, o GloboEsporte.com publico que a negociação iniciara.

Depois de muita conversa, no dia 3 de março, Rotenberg anunciou que não houve acerto, mas ponderou: “Yaya não aceitou dizer não”. Três dias após o comunicado, veio à tona a continuidade das conversas. As postagens do dirigente teriam desagradado o staff do volante, que enviou uma mensagem positiva ao clube dizendo que assinaria o contrato.

Mas Yaya não assinou e, uma semana depois, Rotenberg decretou que a negociação estava “definitivamente encerrada”. Bola dentro para o dirigente após dias de novela e de uma indefinição do jogador, alimentando a esperança do torcedor alvinegro por mais uma contratação de peso.

Entre as particularidades do dirigente está a relação com a torcida na internet.

Em resposta a um alvinegro que citou lances para questionar a atual forma do jogador marfinense, Rotenberg respondeu: “Me manda”. Também tranquilizou um torcedor preocupado com o fato de Honda ter contraído o coronavírus: “Fez os exames e não é”. Na relação com a imprensa, o VP também já fez consultas a jornalistas sobre possíveis contratações.

Em meio à montagem do elenco para a temporada e a preocupação em elevar o Botafogo com nomes que trazem resultados extracampo, Ricardo Rotenberg lidera ainda as ações de marketing do Alvinegro e tem alcançado números positivos com a exploração de Keisuke Honda. São dois personagens sobre quem o botafoguense vai ouvir falar muito neste ano.

Fonte: GE

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