Ele já brilhou no Fut-7 do Botafogo e hoje é destaque da Portuguesa-RJ

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Destaque da Portuguesa-RJ no Campeonato Carioca, o atacante Chayene Medeiros, o Chay, já teve uma vitoriosa passagem pelo Botafogo, adversário de logo mais, mas em outra modalidade. No Giulite Coutinho, às 17h, as equipes se encontram em uma disputa por vaga na zona de classificação às semifinais do Estadual.

Depois de boa passagem pelo Fut-7, quando chegou à seleção brasileira e foi campeão da Copa do Mundo, Chay vive uma nova etapa na carreira e está na segunda temporada pelo clube da Ilha do Governador. Nesta edição do Estadual, inclusive, foi autor de um dos gols na vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, na segunda rodada.

“Tenho visto esta minha fase com bons olhos. É a minha segunda temporada aqui na Portuguesa. Na temporada passada, fiz um excelente ano. Está sendo uma fase onde estou demonstrando um bom futebol. Estou muito feliz”, disse o jogador, de 30 anos, ao UOL Esporte.

O atacante é um daqueles exemplos de nomes que foram para o exterior ainda jovens e por lá construíram um sólido currículo. Após dar os primeiros passos na base do Bonsucesso, um dos clubes de menor investimento do Rio de Janeiro, embarcou para o outro lado do mundo, onde atuou no futebol da Tailândia e Malásia. Entre 2009 e 2012, defendeu o Songkhla FC, Muangthong United, Esan United e Buriram FC, do primeiro país, e Kedah FA.

No oriente, Chay tirou a adaptação ao futebol de letra, mas a língua e alguns pontos culturais foram obstáculos inciais.

“Foi um período muito bacana na minha vida, aprendi muito nessa passagem por esses países. Minha adaptação com o futebol foi bem tranquila, o treinador gostava do meu estilo de jogo e me dava bastante liberdade. Já em relação à cultura foi um pouco difícil. Quanto à alimentação, eles gostam muito de comidas apimentadas. A língua também foi um problema, inicialmente, mas, depois fui aprendendo o essencial para viver e foi ficando mais fácil”, conta.

Um dos capítulos desta história que ficou marcado para o jogador foi, justamente, envolvendo alimentação e o quão apimentadas eram as comidas.

“Aprendi a falar para não pôr pimenta na comida. Pedi um prato em um restaurante e falei que não queria, mas ainda assim, a comida veio apimentada… E a mulher no restaurante falava que não tinha. Só que, na verdade, quando você pedia sem pimenta eles colocavam pouco. Imagina para uma pessoa que não estava acostumada com pimenta comer pimenta… Era horrível (risos)”.

No retorno ao Brasil, as oportunidades não apareceram logo de imediato e o Fut-7 surgiu como alternativa. Ele aceitou o desafio e, na nova empreitada, vestiu as camisas de Flamengo, Fluminense, São Gonçalo FC, Vasco, America, Coritiba e Botafogo, clube pelo qual teve duas passagens e conquistou títulos.

Em 2017, a convite do Bela Vista, voltou aos campos e atuou na terceira divisão do Carioca. Porém, ainda trilhava o caminho no Fut-7, modalidade em que se tornou estrela. Pela seleção brasileira, foi campeão da Copa América 2018, da Copa do Mundo do mesmo ano, e eleito o melhor jogador da América.

“Cheguei ao Fut-7 através de três amigos: o Eduardo Semblano, o Bruno Almada e o Diogo Durão. Minha passagem pelo Botafogo foi muito bacana, ganhei alguns títulos e fui muito feliz. Minha história marcante no Fut-7 foi minha passagem pela seleção brasileira, onde fui campeão da Copa América e do Mundial”, conta.

Desde 2019, porém, Chay dedica-se exclusivamente ao campo e, inclusive, teve atuações elogiáveis na última edição do Carioca, já pela Portuguesa-RJ.

“O maior obstáculo que tive para a readaptação foi a parte física. Manter-se em um jogo de 90 minutos em que se exige muita resistência e muita força, foi a parte mais difícil”, ressalta ele, que completa:

“Meu maior objetivo é chegar aonde o futebol me permitir. Sonho alto e penso que tenho muito a dar a esse esporte”. ..

Fonte: UOL

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