Elenco curto e problemas no planejamento fazem Botafogo apostar em improvisos na temporada

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O elenco curto do Botafogo, que acaba de perder um jogador importante para a sequência da temporada, fez com que os técnicos alternassem escalações e buscassem soluções diferentes para melhorar a produtividade do time. Por isso, muitas improvisações foram feitas ao longo das três competições que o Botafogo disputou neste ano. 

A temporada evidenciou também a falta de planejamento da diretoria, que fez 25 contratações, mas não conseguiu responder às expectativas das cinco comissões técnicas que passaram pelo Nilton Santos em 2020. 

Algumas vezes, as mudanças deram resultado – como na primeira partida da retomada do Campeonato Carioca, quando o Botafogo goleou a Cabofriense por 6 a 2, com Cícero jogando como zagueiro, numa espécie de líbero. 

Porém, a experiência do último domingo, na derrota para o Corinthians, não deu resultado. Com Victor Luís na ponta esquerda e Rafael Forster na lateral do mesmo lado, o Botafogo foi presa fácil para o clube paulista. 

O cobertor curto que tantas vezes foi tema de preocupação da torcida volta a incomodar. Olhando para as escalações iniciais da equipe ao longo de 2020, constata-se que, obviamente, a posição de goleiro foi a única que não teve jogador improvisado. Se contar os dois lados da zaga, o esquerdo não teve improvisos também.

Os improvisos do Botafogo em 2020:

  • Fernandes na lateral direita: Volta Redonda e Madureira, pelo Campeonato Carioca
  • Luiz Otávio como camisa 10: Volta Redonda e Madureira, pelo Campeonato Carioca
  • Gabriel Cortez na ponta direita: Boavista, pelo Campeonato Carioca
  • Marcelo Benevenuto na lateral direita: Flamengo, pelo Campeonato Carioca
  • Cícero como zagueiro: Cabofriense, pelo Campeonato Carioca
  • Bruno Nazário na ponta direita: Caxias, pela Copa do Brasil, e Corinthians, Athletico-PR, Vasco, Atlético-GO, Goiás, São Paulo, Bragantino, Fortaleza, Flamengo e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro
  • Danilo Barcelos na ponta esquerda: Náutico, pela Copa do Brasil
  • Cícero como centroavante: Náutico, pela Copa do Brasil
  • Guilherme Santos como segundo volante: Atlético-MG e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro
  • Guilherme Santos na ponta esquerda:Flamengo, Bragantino, Fortaleza, Grêmio e Bahia, pelo Campeonato Brasileiro
  • Rafael Forster como volante: Fluminense, Palmeiras, Sport e Goiás, pelo Campeonato Brasileiro 
  • Marcinho na ponta direita: Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro
  • Rafael Forster na lateral esquerda:Coritiba e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro
  • Victor Luis na ponta esquerda:Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro

Além dessas improvisações, vale citar que Keisuke Honda e Caio Alexandre já cumpriram posições diferentes ao longo do ano. O japonês foi usado como segundo volante, meia central e até pela direita. Já o volante jogou nas três posições do meio. Os centroavantes Pedro Raul e Matheus Babi também atuaram mais afastados da área em alguns momentos, caindo pelos lados. 

O Botafogo tem 23 pontos e termina o ano na vice lanterna do Brasileirão, a cinco pontos do Bahia, primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O time agora se prepara para enfrentar o Athletico-PR, no dia 6 de janeiro, às 19h15, no Nilton Santos, pela 28ª rodada.

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Fonte: GE

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