Em entrevista, Erik diz querer voltar ao Botafogo em alto nível: “Não só para encerrar carreira”

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O atacante Erik, agora no Yokohama Marinos, do Japão, nunca escondeu sua identificação com o Botafogo, time pelo qual atuou nas temporadas 2018/2019 e marcou 14 gols em 46 jogos. Em entrevista ao canal do youtube “BrauneFogo” nesta sexta, o jogador revelou sua vontade de voltar a vestir a camisa alvinegra em breve.

“Não vejo o Erik voltando só para encerrar a carreira, não. Pretendo voltar, mas voltar em alto nível”.

– Alguns amigos falam para eu ter cuidado na hora de falar (da volta ao Botafogo). Mas muitas vezes eu olho para o meu passado e lembro do Botafogo. Eu fui um escolhido também, né? A gente brinca que não escolhe o clube, a gente é escolhido. No Botafogo, consegui retomar minha sequência, minha alegria e minha vontade – afirmou ao jornalista Daniel Braune.

Erik chegou ao Botafogo no fim de 2018, quando fez boas atuações e conquistou o carinho da torcida. Na temporada seguinte, fez pressão ao Palmeiras para seguir no Rio de Janeiro. Na metade da temporada, o time paulista negociou o atacante com o futebol japonês. Erik, então, deixou muitas saudades nos torcedores. Veja abaixo algumas declarações do jogador de 25 anos:

Origem humilde

– Passei muita dificuldade na minha infância. Morei em um assentamento, com poucas pessoas, próximo a tribos indígenas, então isso me fez muito forte. Isso me transformou em um atleta que dá muito valor às coisas que acontecem na vida.

Zé Ricardo e Eduardo Barroca

– Dois grandes treinadores com maneiras diferentes de jogar. Barroca mais com a posse, o Zé era de acordo com a partida… tenho um carinho fantástico pelos dois. O Zé principalmente, pois foi ele quem me procurou pra jogar. Desde o Vasco ele já dizia querer trabalhar comigo.

Continua acompanhando o Botafogo?

– Continuei na torcida depois que saí, mesmo que o momento tenha ficado complicado. Acordava de madrugada aqui para ver os jogos, irritava minha esposa. Mas ela acabava vendo também e torcendo junto (risos).

Jogos especiais

– Na despedida do Jefferson foi um jogo que eu não dei um sorriso até marcar o gol. Foi um jogo especial. Foi a despedida do Jefferson e também seria o meu último jogo no Botafogo, já que o Palmeiras solicitou a minha volta. Eu tinha que deixar o meu sangue aqui, pois poderia nunca mais vestir essa camisa.

– Contra o Defensa caiu o mundo. Eu tava muito p… porque não saíamos do zero. Naquela chuva a gente dando carrinho, correndo… e aí eu nem sei como tive força para acertar aquele chute. Acho que os botafoguenses que acertaram aquele chute comigo ali!

Dificuldades do clube e Botafogo S/A

– As pessoas que trabalham no clube são sensacionais. Funcionários, roupeiros, cozinheiros… para mim isso é essencial. E a partir do momento que o clube não tá preparado pra deixar esses profissionais em conforto, recebendo em dia, isso me machucava muito. Doávamos cestas, ajudávamos, mas isso não me deixava engrandecido. Era o mínimo. Prezo essa organização. Isso deveria melhorar. Com a Botafogo S/A isso dá uma esperança muito grande.

Fonte: GE

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