Funcionários rejeitam proposta de redução salarial do Botafogo; negociação segue

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Os funcionários do Botafogo rejeitaram nesta quinta-feira proposta de suspensão de contratos e redução salarial e de carga horária feita pelo clube. A intenção era interromper alguns vínculos pelo período de dois a cinco meses, além de diminuir pagamentos e tempo de trabalho em 25%. 

A proposta foi negada por maioria de votos, em reunião que ocorreu na sede de General Severiano. A diretoria justificou a medida como forma de evitar demissão em massa por conta da crise financeira. Agora, as partes voltam à mesa de negociações para achar uma nova saída. Os trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Empregados em Clubes, Federações e Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Sindeclubes). 

Encontro aconteceu na sede do clube — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Encontro aconteceu na sede do clube — Foto: Vitor Silva/Botafogo 

A pedido da reportagem, o clube informou o seguinte: 

“O Botafogo tem apresentado um posicionamento muito transparente quanto à sua complicada situação financeira e abordado de forma enfática a necessidade de cortes de despesas. De forma conscienciosa, o Clube realizou diversas reuniões com os representantes do SindeClubes em busca de soluções que preservem ao máximo emprego e renda de seus funcionários. As propostas apresentadas na Assembleia desta quinta-feira, infelizmente, não foram aceitas pelos colaboradores.

Cabe ressaltar o esforço e comprometimento da gestão que têm se traduzido em salários em dia mesmo diante de um cenário bastante crítico. A situação, contudo, é insustentável e medidas urgentes são necessárias para a continuidade do clube”.

Em crise financeira, intensificada pela queda à Série B, o Botafogo tem como principal necessidade diminuir o prejuízo que deixa a dívida na casa do R$ 1 bilhão. Para isso, prevê cortes em todos os setores. No futebol, passando por outros esportes, e também no quadro de funcionários e serviços. O próprio CEO Jorge Braga admitiu em declaração recente

– Fica muito claro que teremos que fazer duros e necessários cortes que passarão necessariamente por enxugar quadros, serviços, estruturas e repensar esportes e negócios que sejam deficitários. Mas sempre com responsabilidade e zelo por nossos sócios, funcionários e atletas – afirmou. 

Apesar do momento negativo, um alento é justamente sobre a situação dos trabalhadores. O clube não atrasa salários desde outubro de 2020. O motivo é um acordo judicial amarrado com o Sindeclubes e com o Ministério Público do Trabalho para dar preferência aos funcionários em relação a outros credores que solicitam penhoras. 

Na última semana, essa autorização judicial foi renovada até o fim do ano, mas a diretoria tem o desafio de conseguir recursos suficientes para honrar com o compromisso. É que o tribunal liberou R$ 39 milhões para ficarem livres de penhoras, mas o clube ainda não tem a garantia de que terá todo esse dinheiro até o fim do ano.

Fonte: ge

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