Gaby torce pelo retorno ao Botafogo: “Ansiosa para voltar aos gramados e buscar conquista com essa camisa”

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Escolhida, Gaby Louvain chegou ao Botafogo em 2019. Com passagens pelas seleções de base, a jogadora do Fogão chegou com 16 anos, já atuando pela equipe profissional. Focada sempre na sua evolução, a meio campista marcou seu primeiro gol com a camisa alvinegra no Campeonato Carioca, no jogo contra o Pérolas Negras, fruto de muita dedicação. Na sequência da temporada, durante a partida contra o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro a atleta se lesionou e, com necessidade cirúrgica, ainda não pôde retornar aos gramados.

A médica ortopedista do Departamento de Futebol Feminino do Botafogo, Marcela Maudonet, acompanha a equipe no dia a dia de treinamentos e esteve presente no seu pós-operatório. A profissional do Alvinegro explicou as decorrências da lesão e o tratamento pelo qual Gaby Louvain tem sido submetida para uma pronta recuperação e retorno aos trabalhos.

“Após a ruptura do ligamento cruzado anterior (um dos principais estabilizadores do joelho), a Gaby fez a reconstrução e a cirurgia foi ótima, deu tudo certo, teve alta no dia seguinte do procedimento já andando com o auxílio de muletas. A atleta iniciou o processo da fisioterapia, na mesma semana, para analgesia, seguido de início ao fortalecimento e ganho de arco de movimento”, comentou Marcela.



Doutora Marcela Maudonet acredita em pronta recuperação de Gaby Louvain (Foto: Daniel Brasil)

Algumas lesões podem acontecer com mais frequência em mulheres, mas o trabalho de preparação física realizado com as atletas tem diminuído os incidentes musculares. Na última temporada, as maiores decorrências e desfalques no time foram traumas.

“Essa é uma das lesões mais recorrentes no meio esportivo e, principalmente, no futebol feminino. Existem certas diferenças, a nível anatômico, entre homens e mulheres, que fazem com que nós sejamos mais propensas a rupturas. Além do esporte de alto rendimento, algo comum nesse tipo de lesão, as mulheres apresentam alterações hormonais, diferenças na anatomia do local, onde se inserem os ligamentos do joelho, além de possuir menos massa muscular e óssea, o que influencia diretamente nas altas taxas de Ruptura do ligamento cruzado anterior.

Importante sempre lembrar que, uma boa preparação física diminui as chances de lesão pelo fortalecimento da musculatura e, por isso, melhora a estabilização das articulações. Isso foi muito bem trabalhado no time feminino pelo nosso preparador físico Paulo Neves, tendo ótimos resultados, já que só tivemos baixas no campeonato por trauma direto, algo inevitável no esporte de contato”, explicou.

A jovem jogadora está se recuperando bem e já pensando no seu retorno a compromissos oficiais, além de estar mantendo uma rotina de exercícios e fisioterapia em General Severiano.

“Logo depois da cirurgia já iniciei o tratamento de fisioterapia com os profissionais do Botafogo. Estou plenamente focada na minha recuperação, ansiosa para voltar aos gramados e competir com o restante do time. Nunca é fácil para nós, atletas, sermos obrigadas a abandonar uma competição e não retornar mais na temporada, mas em breve estarei em condições de retornar e buscar conquistas com a camisa do Botafogo”, falou Gaby.

Fonte: Botafogo

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