Gláucio Carvalho rasga elogios a atual diretoria do Botafogo: “Cumprindo o que prometeu”

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Brasileirão Feminino A-2 retornou no dia 20 de outubro, depois de sete meses de paralisação, mas o Botafogo reencontra a competição apenas neste domingo, contra o Goiás, às 15h, em Goiânia. Na primeira rodada do torneio, disputada em março, o Alvinegro empatou com o Real Brasília por 0 a 0 e agora busca a primeira vitória. 

No comando das Gloriosas para esta temporada, um campeão nacional: Gláucio Carvalho, que conquistou a Série A-1 com o Santos em 2017, vai usar da experiência para tentar realizar o sonho do Botafogo de disputar a elite do futebol nacional. Um dos responsáveis pela reestruturação das Sereias da Vila, o comandante acredita que a vivência no futebol feminino, aliada ao apoio da diretoria, é o diferencial deste ano. 

– Meu primeiro time de futebol feminino foi em 1998. Já passei por Botafogo, Vasco, Santos… Eu já estou acostumado a participar das restruturações das equipes. Eu fiz parte da reformulação das Sereias da Vila. Quando o Botafogo me procurou, eu disse que só aceitaria o projeto se a diretoria oferecesse condições. O Botafogo está tentando fazer o melhor dentro do possível. Muitas coisas ainda precisam ser feitas, mas a diretoria vem cumprindo o apoio que prometeu. 

As exigências passaram por questões relacionadas à profissionalização e a atual diretoria do Botafogo acatou para contar com o treinador na reestruturação da equipe feminina. O apoio de hoje é quase uma reparação: o Botafogo foi um dos últimos clubes da série A do masculino a preparar uma equipe feminina para disputar o Brasileiro de 2019, às pressas, por causa da obrigatoriedade da CBF. Ao final da competição, apresentou um novo projeto, mas, desta vez, num tom bem mais sério. 

– Me convidaram para comandar a equipe e me perguntaram o que seria necessário em termos de alojamento, treinamento, transporte, alimentação e salário. Essa preocupação foi o que me convenceu. Hoje, 70% do elenco tem carteira assinada. As que não tem, sabem que em breve terão. O próximo passo é ter todas as jogadoras na CLT. Vamos melhorar o profissional investindo na base, criando no ano que vem uma equipe sub-14 e sub-16. O Botafogo, hoje, caminha a passos curtos, mas a passos firmes. Vamos subir? Não sei. Mas temos condições. 

Durante a paralisação, de acordo com Gláucio, a maior dificuldade foi manter as atletas próximas do conceito do projeto. Com a impossibilidade de treinos presenciais e coletivos, a ideia da comissão técnica foi de introduzir assuntos que cercam o futebol, fora das quatro linhas, mas que influenciam diretamente na evolução das jogadoras.

Além dos treinos por videoconferência, aulas teóricas sobre regulamento, desenvolvimento do glossário novo da CBF e palestras sobre psicologia, nutrição, economia e saúde da mulher também fizeram parte da rotina das atletas durante a quarentena. 

Botafogo Feminino — Foto: Talita Giudice

Botafogo Feminino — Foto: Talita Giudice 

De volta aos treinos no Centro de Treinamento General Severiano, Gláucio contou com reforços para o retorno do Brasileirão. Chaiane Locatelli, campeã da Série A-2 do Brasileirão com o São Paulo ano passado, e a atacante paraguaia Jéssicar Sánchez, uma das revelações do último Sul-Americano sub-20, foram nomes contratados pelo clube. Além delas, o treinador tem a disposição também uma jovem promessa do futebol nacional mas que, aos olhos do técnico, já se comporta como uma realidade. 

– A Gabrielly Louvain tem apenas 17 anos mas é muito madura. É convocada tantas vezes que passa mais tempo com a CBF do que conosco (risos). Ela já deixou de ser promessa, é uma realidade. Faz parte da melhor geração que já vi em toda a minha carreira. Eu vi a Marta no sub-17 do Vasco, a Pretinha, mas a geração 2002/2003 é a melhor em termos técnicos, de maturidade e força. Podem criar expectativas com a próxima seleção brasileira. 

Gláucio e Gabi Louvain  — Foto: Instagram

Gláucio e Gabi Louvain — Foto: Instagram 

O Alvinegro está no Grupo E da competição junto com Goiás, Vila Nova-ES, Atlético-MG, Vasco e Real Brasília. Todas as equipes empataram na primeira rodada, disputada antes do começo da pandemia. Em turno único, os dois primeiros de cada grupo – são seis chaves ao todo – e os quatro melhores terceiros colocados garantem a classificação para a segunda fase.

Fonte: ge

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