Gol, visão de jogo e passes certeiros, mas pouco gás: a estreia de Honda pelo Botafogo

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Foi só um primeiro passo, mas Honda mostrou as qualidades que o torcedor do Botafogo espera ver nesta temporada. No último domingo, no empate em 1 a 1 com o Bangu, no Nilton Santos, o japonês foi um dos destaques. Marcou o gol e praticamente não errou quando pegou na bola.

Isso enquanto o gás durou. O meia ficou exatos 64 minutos em campo. Saiu aos 17 do segundo tempo, quando já se movimentava menos. Paulo Autuori optou por poupar o camisa 4, que pareceu não ter gostado da ideia. Ao sentar no banco de reservas, o jogador reclamou e disse que “não entendeu” porque foi substituído.
Antes, Honda deu um cartão de visitas do agrado do torcedor, que teve de assistir à distância. O japonês fez o gol alvinegro no jogo, de pênalti, e jogou com iniciativa no meio de campo. Ele praticamente não errou quando pegou na bola. Tentou 31 passes e errou apenas um. Aproveitamento de 97%.

O único do elenco que joga com frequência e tem número parecido é Kanu, mas o zagueiro atua em uma área bem menos disputada do campo. Além do gol, duas jogadas chamaram atenção (veja abaixo). Logo nos primeiros minutos, o meia puxou contra-ataque e deixou Luis Henrique na cara do gol. Pouco depois, deu um lançamento na medida para Guilherme Santos criar outro lance de perigo.

Honda no jogo

  • 1 gol
  • 2 chutes
  • 30 passes certos
  • 2 passes para finalizações
  • 3 faltas
  • 3 perdas de bola
  • 64 minutos em campo

O saldo foi positivo, mas é verdade que o rival do último domingo é de nível bem inferior do que o Alvinegro terá pela frente nos principais jogos da temporada. Ainda falta ritmo de jogo ao camisa 4, e o pouco fôlego é um dos sinais. Outro serviu de munição para as torcidas rivais: o tropeço na bola na hora de definir uma jogada.

Com Honda em campo, o Botafogo mudou um pouco o jeito de jogar. Autuori abriu mão do atacante de velocidade pela direita e escalou Bruno Nazário na função, como um armador que vem do lado do campo. O time ganhou em toque de bola, com o japonês e o camisa 10 atuando próximos e procurando um ao outro. Só que faltou agressividade e jogadas de linha de fundo, principalmente naquele setor.

Foi apenas o primeiro capítulo, que terminou em silêncio e com data incerta para a sequência. Por conta dos cuidados em meio à pandemia do novo coronavírus, as autoridades e o clube evitaram aproximação dos atletas e das comissões técnicas com a imprensa. Contato que não deve ser retomado tão cedo, já que o calendário do futebol brasileiro está suspenso até segunda ordem.

O elenco do Botafogo folga nesta segunda-feira e ainda não tem certeza sobre a data de retorno ao trabalho. A agenda da semana está em aberto até a Ferj resolver se para ou não o Campeonato Carioca. Uma reunião sobre o assunto está marcada para esta manhã, na sede da entidade.

Fonte: GE

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