Habilidade, estrela contra lesões e broncas: conheça Marco Antônio, provável reforço do Botafogo

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Jogador que atua aberto pela esquerda, mas que também pode fazer a função de meia. É nessa área do campo que atua Marco Antônio, jogador vindo do Bahia, que acertou com o Botafogo por empréstimo até o fim do ano e aguarda apenas a liberação dos exames médicos realizados na última segunda-feira. Os clubes dividirão o pagamento do salário do jogador. 

O atleta conviveu com lesões em 2019 e não teve muito tempo em campo pelo Bahia na temporada passada com Roger Machado ou Dado Cavalcanti. O atual técnico do Fluminense, inclusive, chegou a dizer em entrevista coletiva que ele precisava ser “um profissional melhor”. 

– Tem um ano e meio que estou aqui e cobro muito a questão do profissionalismo do Marco Antônio. Muito embora tenha entrado bem nos jogos do estadual, precisa melhorar, ser um profissional melhor, se dedicar melhor nos treinos, no dia a dia, cuidar de sua parte física para que consiga produzir. Então por isso a escolha do Marco ficar fora e eu ter outras opções para esses dois jogos. 

Meia é tratado como joia a ser lapidada — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Meia é tratado como joia a ser lapidada — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

No jogo seguinte ao puxão de orelha público do treinador, quis o destino que Marco Antônio entrasse na partida contra o Palmeiras e marcasse o gol de empate do Bahia nos acréscimos do segundo tempo. Na entrevista coletiva depois do jogo, Roger disse que “em uma semana se muda muita coisa”. Com contrato até fevereiro de 2023, o jogador ainda é motivo de esperança para o clube que o revelou. 

Marco Antônio chegou ao Bahia há cinco anos, depois de se destacar pela Desportiva Paraense na Copa São Paulo. Em 2018, subiu de vez para os profissionais, foi destaque no primeiro jogo da final do Campeonato Baiano contra o Vitória e ainda assim continuava indo e voltando dos treinos a pé sem ser reconhecido na rua. Com 20 anos na época – agora tem 23 -, a promessa quase foi dispensada antes de virar profissional, mas conseguiu agradar a comissão técnica e ficou em Salvador. 

De lá pra cá, ganhou e perdeu espaço no Bahia com os técnicos que por lá estiveram. Segundo Rafael Santana, repórter do ge em Salvador, Marco Antônio sempre foi considerado um jogador com potencial, mas que a todo momento tinha um empecilho que o atrapalhava a ser um grande atleta. A ver se a chegada dele em terras cariocas pode fazer com que ultrapasse os obstáculos que teve em Salvador.

Marco Antônio está em negociações avançadas com o Botafogo. Tanto que até já gravou vídeo comemorando a mudança para o Rio de Janeiro, que está por detalhes de ser concretizada. Faltam exames e questões burocráticas para que o clube anuncie o 11º reforço para a temporada de 2021. 

Confira a análise completa de Rafael Santana

“Marco Antônio começou a se destacar com a camisa do Bahia no início de 2018. Habilidoso e com uma boa batida na bola, caindo sempre pelo lado esquerdo, o atacante logo caiu nas graças da torcida, principalmente após se destacar em um clássico Ba-Vi de final de campeonato. O problema é que sempre havia uma barreira impedindo que ele tivesse uma sequência de partidas. 

A primeira barreira: as lesões. Entre as temporadas de 2018 e 2020, Marco Antônio teve que conviver com algumas delas, como da vez em que precisou passar por uma cirurgia para reconstruir o ligamento do pé. 

Fisicamente mais forte, as lesões ficaram para trás. Apto a jogar, havia um ponto que incomodava o técnico Roger Machado: a falta de compromisso defensivo. O treinador sempre deixou claro que sabia o que Marco era capaz de render ofensivamente, mas precisava que ele ficasse mais “ligado” no momento da recomposição e de pressionar o adversário. 

Na reta final do Brasileirão de 2019, depois de nove meses sem jogar, Marco Antônio ganhou uma chance. Era tudo que ele precisava para mostrar que o talento ainda estava ali. Entrou em um jogo contra o Grêmio, foi para cima dos marcadores e descolou o pênalti que deu a vitória ao Tricolor. No jogo seguinte, contra o Ceará, assistência na conta dele. 

Com a bola no pé, a qualidade do atacante é inegável. Roger Machado novamente fez questão de lembrar isso, antes de dar outro puxão de orelha: ele queria mais profissionalismo. O treinador entendia que o atleta precisava cuidar do seu corpo, pois estava longe das condições físicas ideais. Ou seja, acima do peso. 

Na reta final da temporada passada, mesmo com a equipe brigando contra o rebaixamento, Marco Antônio foi preterido por Dado Cavalcanti. E 2021 começou da mesma forma. Perguntado sobre o atacante, Dado disse que precisava de mais intensidade. 

Não havia outra saída para Marco Antônio que não fosse respirar novos ares, depois de renovar seu contrato com o Bahia, que nunca duvidou do seu potencial”.

Fonte: ge

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