Hoje no Barcelona de Guayaquil, Cortez deixou Botafogo após elogios ao rival

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Flamengo e Barcelona de Guayaquil se encaram hoje (29) à noite na briga por uma vaga na final da Libertadores. No lado equatoriano do duelo tem o meia Gabriel Cortez, que defendeu o Botafogo na última temporada, mas que teve a passagem pelo futebol brasileiro influenciada, indiretamente, pelo Rubro-Negro, rival de logo mais. O jogo, no Monumental de Barcelona, será às 21h30.

O time da Gávea venceu o primeiro encontro por 2 a 0, no Maracanã, e um empate já garante a classificação. Os equatorianos, por outro lado, precisam vencer por três ou mais gols de diferença para avançar à decisão sem a necessidade de pênaltis.

“El Loco” Cortez, como também é conhecido, foi anunciado pelo Alvinegro em fevereiro de 2020, em meio a diversas contratações realizadas pelo clube. Na ocasião, o vínculo foi por empréstimo de um ano junto ao Guayaquil City, do Equador, com opção de compra, ao fim deste período, por US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,2 milhões na cotação da época).

O jogador desembarcou em General Severiano para um setor que era considerado carente, mas a caminhada no Botafogo não teve o brilho esperado. Foram apenas quatro jogos —um como titula —, entre Campeonato Carioca e Copa do Brasil, e 262 minutos em campo.

A passagem pelo Glorioso acabou tendo fim em julho, após Cortez participar de uma “live” polêmica em uma rede social, com o também meia equatoriano Andy Burbano, que atuava pelo Delfín, do Equador. Na oportunidade, ele foi acusado por parte da torcida de ter ingerido bebida alcoólica durante o bate-papo com o conterrâneo, além de ter feito elogios ao rival Flamengo, o que causou um grande incômodo entre os alvinegros.

Com o jogador sendo pouco utilizado até aquele momento, a cúpula já estudava um destino. Após o episódio, a análise acelerou e as partes chegaram a um acordo para que o contrato fosse rescindido. Dias depois, em entrevista ao jornal equatoriano “Expresso”, ele admitiu o elogio ao Rubro-Negro, mas negou a ingestão de álcool.

“Fiz uma ‘live’ no Instagram com um amigo e disse que o Barcelona, no Equador, é o maior, como é o Flamengo aqui [no Brasil]. Foi algo normal”, disse.

“O Botafogo ia jogar um amistoso [com o Fluminense, no sábado] e os torcedores pensavam que eu estava concentrado com o elenco, mas eu estava na minha casa. Agora, de onde tiram as coisas… Eu não estava bebendo. Estava na minha casa, tranquilo. Não estava bebendo”, completou.

Ainda segundo o meia, no momento da conversa virtual, ele já havia sido comunicado que não fazia mais parte dos planos do Glorioso:

“As pessoas pensavam que eu estava no Botafogo, mas eu tinha sido desvinculado dias antes. Não sei o que aconteceu. Eu falei com o professor [Paulo Autuori] e, um dia, ele me chamou à parte, disse que não contava mais comigo e que não iam me comprar.”

Com a rescisão, Cortez acabou retornando ao Guayaquil City e, no início deste ano, foi anunciado como reforço do Barcelona de Guayaquil. Até o momento, foram 25 partidas disputadas e quatro gols marcados —um, inclusive, no empate em 2 a 2 com o Fluminense, no Maracanã, nas quartas de final da Libertadores.

O adeus de “El Loco” foi mais um capítulo na conturbada temporada do Botafogo, que culminou no rebaixamento do time à Série B do Campeonato Brasileiro. No decorrer de 2020, foram cinco técnicos —Alberto Valentim, Paulo Autuori, Bruno Lazaroni, Ramón Diaz / Emiliano Díaz e Eduardo Barroca—, inúmeras modificações no elenco, bastidores agitados e um trabalho no departamento de futebol que não engrenou.

Neste cenário, talvez, uma das grandes frustrações tenha sido o marfinense Salomon Kalou. Contratação imponente para a temporada, ao lado do japonês Honda, o jogador teve rendimento muito aquém do esperado e deixou General Severiano após 27 jogos e um gol marcado.

Fonte: UOL

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