Honda vai para o banco após queda de rendimento e atritos externos e internos no Botafogo

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botafogo vive dilema
Foto: Vitor Silva

Desconforto interno, desgaste externo e atuações irregulares. Esse é o contexto que levou Keisuke Honda, antes destaque do Botafogo, a ser barrado no jogo desta quarta-feira, às 21h30, contra o São Paulo, no Morumbi, pelo Brasileirão. O japonês perdeu espaço e começará no banco por opção técnica. 

A principal cobrança em cima do jogador é para que ele seja referência em campo assim como aparece em episódios fora das quatro linhas. No vestiário, Honda não é visto como uma liderança ativa, papel que se projetava por toda a experiência internacional, ainda mais em um elenco jovem como o do Bota. 

Honda não chega a ter problemas de relacionamento com o grupo. Mas esperava-se do meia mais protagonismo e demonstrações de envolvimento. Diversos episódios em que abriu mão de cobrar faltas ou pênaltis são frequentemente lembrados. Há, também, um choque de culturas. Mesmo assim, é um jogador admirado e criou amizades, principalmente com os jovens Caio Alexandre, Marcelo Benevenuto e Kanu e, posteriormente, com a outra estrela do elenco, Kalou. 

Honda, Vasco x Botafogo — Foto: André Durão/ge

Honda, Vasco x Botafogo — Foto: André Durão/ge 

Com os dirigentes, o relacionamento já foi melhor. Há dez dias, Honda provocou incômodo ao dizer, por rede social, que começaria a pensar em sair caso a diretoria não o convencessem do contrário. Na ocasião, o Botafogo havia demitido Ramón Díaz e anunciado seu quinto treinador na temporada. 

O episódio foi contornado com diálogo, mas deixou marcas. Tanto que o jogador teve que conversar com os companheiros de time, o técnico Eduardo Barroca e o gerente de futebol Túlio Lustosa para acalmar os ânimos. Depois, voltou às redes para reafirmar as críticas. 

O desabafo não pegou bem interna e nem externamente. A reação do jogador dividiu torcedores e gerou críticas. Que também aconteceram dentro do clube porque o japonês reclamou primeiro para o público antes de conversar internamente. Contra o Flamengo, no último sábado, o meia fez nova publicação em tentativa de se reconectar com os alvinegros.

– Eu não tenho palavras porque sei como se sentem… Mas eu não vou sair e vou fazer um esforço para mudar essa situação com meus companheiros de time – escreveu em inglês. 

Números modestos

As estatísticas também mostram a passagem de pouco brilho de Honda até aqui. O jogador funcionou em muitos momentos como organizador do time, mas conseguiu com pouca frequência os gols e as grandes jogadas. Assim como toda a equipe, também despencou na campanha ruim no Brasileirão. 

Com ou sem ele, o Bota segue um padrão nessa temporada: beira os 40% de aproveitamento em todo o ano, número que cai para menos de 30% no Campeonato Brasileiro. A quantidade de gols feitos ou sofridos também não sofre interferência significativa. 

Em 2020, o japonês participou de 25 dos 43 jogos do time e fez três gols com a camisa alvinegra. No Brasileirão, marcou duas vezes e não deu assistências em 16 rodadas, mas é um dos jogadores que mais pega na bola.

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Fonte: ge

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