Jogador do Botafogo já foi pivô de crise no São Paulo e aguardada chance

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Anunciado pelo Botafogo no fim de setembro, o lateral direito Gustavo Cascardo ainda vive a expectativa de estrear com a camisa alvinegra. E há a possibilidade de isso acontecer hoje (9), contra o São Paulo, clube que nunca defendeu, mas que acabou envolvido em um conturbado capítulo político. O jogo, válido pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, acontece no Morumbi, às 21h30.

Sem os laterais esquerdos Victor Luis, suspenso, e Guilherme Santos, que se recupera de lesão, Cascardo aparece como opção para atuar de forma improvisada no setor. O zagueiro Rafael Forster também surge como concorrente à vaga.

Cascardo nunca vestiu a camisa do Tricolor paulista, mas foi um nome que se tornou conhecido nos bastidores e, indiretamente, protagonizou um dos casos que culminou na renúncia do então presidente Carlos Miguel Aidar, em outubro de 2015.

À época, o lateral-direito havia surgido com destaque na Portuguesa e o São Paulo foi um dos interessados na contratação — o Athletico-PR também estava na briga.

Na ocasião, Ataíde Gil Guerreiro, então vice-presidente de futebol do São Paulo, enviou um e-mail a Aidar no qual dizia ter gravado uma conversa entre eles em que o presidente descreve como receberia dinheiro em comissão na contratação de Cascardo. Há também a indicação de outros fatos, como a tentativa de comissionar a TML, empresa de Cinira Maturana da Silva, namorada de Aidar, no contrato com a Under Armour, fornecedora de materiais esportivos. O caso foi revelado pelo UOL Esporte.

Poucos dias depois, ameaçado de um processo de impeachment e com a perda da base correligionária, Aidar decidiu renunciar à presidência do Tricolor paulista. Naquele momento, segundo aliados do então presidente, a tentativa de desvio na contratação de Cascardo era, na verdade, mentira. A alegação foi de que a ideia era dar dinheiro do próprio bolso ao então amigo Gil Guerreiro, que estaria passando por problemas financeiros. Na oportunidade, Guerreiro não retornou aos contatos feitos pela reportagem.

Em 2016, Cascardo acertou com o Athletico-PR por empréstimo junto ao Viçosa-AL. Ele, inicialmente, compôs o elenco sub-20 e, posteriormente, foi integrado ao profissional. Neste período, chegou a ser convocado para a seleção brasileira sub-20. No ano seguinte, a diretoria do clube paranaense adquiriu os direitos de forma definitiva. No Furacão, inclusive, trabalhou com Paulo Autuori, técnico do Botafogo na ocasião da contratação e que deu o aval para o negócio.

O jogador deixou o Athletico-PR em 2018, transferindo-se para o Vitória de Setúbal, de Portugal. Na Europa, defendeu ainda o FK Senica, da Eslováquia, antes de voltar ao Brasil para assinar com o Alvinegro.

Em General Severiano, porém, ainda não entrou em campo. Cascardo teve um problema muscular logo após a chegada ao clube e, mais recentemente, teve de se recuperar de uma fadiga muscular. Para a posição, além dele, o técnico Eduardo Barroca conta com Kevin, Marcinho e Barrandeguy. Mas o setor, na verdade, foi uma grande incógnita ao longo deste ano.

Considerado titular, Marcinho sofreu grave lesão no joelho direito ainda na pré-temporada. Fernando, reserva imediato, tinha um acordo com a cúpula e havia a expectativa de negociação para o exterior na janela do meio do ano. Neste cenário, a diretoria contratou o uruguaio Federico Barrandeguy e Kevin, que não se firmaram. Com Fernando liberado para buscar outro clube, alinhou-se o acerto com Cascardo.

Vale ressaltar que Marcinho, que voltou aos gramados no último dia 22, contra o Fortaleza, e vem sendo titular, tem vínculo apenas até o fim do ano e o futuro ainda é incerto.

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Fonte: UOL

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