“Loco por ti” conta a avassaladora passagem de Loco Abreu no auge da carreira pelo Botafogo

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Quando você aperta o play no podcast que está aqui em cima, a primeira coisa que escuta é a voz do Luis Roberto no Maracanã em 18 de abril de 2010: “Partiu, Loco Abreu, bateu…”. Com certeza você sabe como termina esse lance e arrisco até dizer que você lembra exatamente onde estava no momento que a bola sai da perna esquerda do uruguaio, resvala na parte interna do travessão e entra, confirmando aquele que foi o segundo gol da vitória do Botafogo por 2 a 1 em cima do Flamengo na final da Taça Rio. 

Agora, você sabia que segundos antes de isso acontecer Loco Abreu pensou “será que o goleiro vai ficar parado? Se analisou (histórico de cobranças) e está esperando a cavadinha, então tá, agora mesmo é que eu vou fazer”. Esse é um trecho do primeiro capítulo do livro “Loco por ti – As juras de amor eterno entre Loco Abreu e a Estrela Solitária”, escrito pelo jornalista Gustavo Rotstein e pelo biógrafo Marcos Eduardo Neves. Por enquanto o livro físico está disponível no Mercado Livre e o e-book na Amazon, mas há previsão de chegar em breve nas livrarias. 

As 130 páginas começam com um depoimento de Joel Santana exaltando o uruguaio, mesmo com as rusgas táticas que tiveram ao longo da passagem do treinador campeão carioca há 11 anos. Em seguida vêm 21 capítulos de uma história contada em primeira pessoa pelo próprio Washington Sebastián Abreu Gallo, acho que você sabe de quem estou falando.

O centroavante de 1,93m jogou basquete quando adolescente e pensava até mesmo em virar repórter quando crescesse. Certa vez ele se entrevistou após ser cestinha em um jogo com 15 anos e o ge pediu o mesmo para ele dessa vez. Se fosse repórter, ele perguntaria em sua chegada se acredita que pode fazer história no clube. A resposta? 

– Isso está dentro do livro. Tem uma história com a moça do aeroporto, que trabalhava na parte de imigrações da Polícia Federal no Galeão, que chegou e falou para mim: “Não aguento mais perder finais”. E eu respondi: “Mas agora eu cheguei. Se prepara que alguma coisa boa vai acontecer”. Sempre tem que pensar assim. A cabeça faz tudo, você corre com as pernas, aguenta com o coração, mas vence com a cabeça. 

Toda a passagem de Loco Abreu pelo Botafogo está narrada pelo camisa 13 no livro – inclusive as quase voltas que ele teve. Mas foi depois da saída do ídolo que a ideia de contar uma história sobre esse período veio à cabeça de Gustavo Rotstein, que cobria o dia a dia do clube. 

– A ideia desse livro nasceu em 2011. Como setorista do Botafogo no ge eu acompanhei as três derrotas do Botafogo pro Flamengo no Carioca e me chamou a atenção como a chegada do Loco, em 2010, mudou o clube em várias esferas. Diretoria, jogadores e, principalmente, torcida ganharam uma injeção de autoestima incrível. Vivendo aquele dia a dia eu fiquei impressionado como ele rapidamente criou identificação e tornou-se ídolo do Botafogo. Então eu percebi que ali, principalmente depois da cavadinha em 2010, havia uma boa história para ser contada.

Na apresentação, Loco recebeu a camisa 13 das mãos de Zagallo — Foto: Reprodução/Twitter Oficial do Botafogo

Na apresentação, Loco recebeu a camisa 13 das mãos de Zagallo — Foto: Reprodução/Twitter Oficial do Botafogo 

Além da visão de Loco Abreu, o livro também tem alguns choques de versões, principalmente entre o que conta o uruguaio e o que diz o ex-vice-presidente de futebol do clube André Silva, na primeira gestão de Maurício Assumpção. O dirigente daquela época fala abertamente como foi a saída do jogador e tem alguns detalhes que não batem com o que o uruguaio diz. Mas, segundo o outro autor do livro, Marcos Eduardo Neves (que também escreveu a biografia de Heleno de Freitas), a ideia é essa. 

– É pra deixar para o leitor fazer o próprio julgamento. Acho que não tem nada mais visceral você pegar o ídolo e, em primeira pessoa, ele se abrir diante do público e dos fãs. A gente poderia tecer um romance, criar um personagem épico em terceira pessoa. Mas não, vamos deixar ele se desnudar para o leitor, que quer conhecê-lo. E o André Silva é mais uma opinião e essas coisas são divergentes. Tudo tem, no mínimo, dois lados. Às vezes o que uma pessoa vê, outra vê de outra maneira. Deixa pro público tirar suas conclusões.

O livro conta toda a jornada do atacante em 2010, incluindo o período na Copa da África do Sul, quando fez jus ao apelido diante do mundo inteiro. Mas um bastidor interessante está na saída do uruguaio do Botafogo, que ele trata como um dos maiores arrependimentos da carreira e se questionaria se tem vontade de voltar (o que quase aconteceu como jogador por duas vezes, a mais recente em 2019) caso fosse repórter e pudesse perguntar a si mesmo. 

– Sobre a minha trajetória no Botafogo, acho que ainda tem mais folha para esse livro. Cada um já tem o seu destino. E dentro do meu, logicamente que a minha história no Botafogo não acabou. Com certeza. 

Loco Abreu é o único uruguaio no muro dos ídolos do Botafogo, o que é motivo de muito orgulho para o atacante — Foto: João da Mata

Loco Abreu é o único uruguaio no muro dos ídolos do Botafogo, o que é motivo de muito orgulho para o atacante — Foto: João da Mata

O próximo jogo do Botafogo é o clássico com o Flamengo, quarta-feira, às 21h35 (de Brasília), no Nilton Santos. A partida é válida pela quinta rodada do Campeonato Carioca. Antes de a rodada começar, o Bota ocupava a quinta colocação, com seis pontos, enquanto o Fla é o vice-líder, com nove. Apenas os quatro primeiros lugares avançam para as semifinais.

Fonte: ge

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