Marcinho não chega a acordo e se aproxima do adeus ao Botafogo

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Cria da base, Marcinho está perto do adeus ao Botafogo. Com contrato até o fim do ano, as partes buscaram um acerto, mas, diante de um grande desgaste que aconteceu ao longo da temporada, um final feliz se torna cada vez mais improvável.

Nos últimos dias, o Alvinegro alinhou a prorrogação do vínculo de quase todos os jogadores que têm o contrato terminando agora — após avaliação da comissãotécnica e um pedido do elenco. O lateral-direito, porém, foi exceção. Em 2020 o jogador conviveu com uma grave lesão no joelho direito e pouco jogou. Até o momento, foram quatro partidas e 296 minutos em campo.

Desde o começo da temporada que Marcinho e a cúpula do Glorioso pareciam não falar a mesma língua quando o assunto era uma possível permanência. Valorizado por conta convocação à seleção brasileira, a primeira pedida do jogador foi considerada fora da realidade financeira do clube.

Ainda na pré-temporada, o lateral acabou se lesionando. Inicialmente, pessoas que cuidam da carreira do jogador indicaram que gostariam de conversar sobre o vínculo apenas após a recuperação total. O Glorioso, por outro lado, analisava que o lateral não queria levar adiante as negociações em um momento “em baixa” no mercado, uma vez que estava entregue ao departamento médico.

Com algumas discordâncias e um clima “pesado”, a cúpula estudou, inclusive, a possibilidade de o jogador ser afastadoquando voltasse às atividades. O cenário foi contornado posteriormente, quando o técnico Paulo Autuori estava no comando do time. O jogador chegou a estar na mira do Internacional e do Corinthians, mas nenhuma das negociações foi à frente da forma esperada. Em conversa mais recente com a diretoria do Botafogo, o jogador indicou ainda não ter proposta oficial de outros clubes, mas também que, a princípio, não pensava em ficar no clube.

Marcinho só voltou aos gramados há pouco mais de um mês, no duelo com o Fortaleza, com o elenco já sob as ordens da comissão técnica do argentino Ramón Díaz. Com Barroca à beira do gramado — contra Internacional e Coritiba —, o lateral não foi utilizado.

O lateral chegou a General Severiano em 2013, ainda para o sub-17. No sub-20, se destacou e integrou o elenco que foi campeão do Brasileiro da categoria, em 2016. Promovido aos profissionais no ano seguinte, conquistou mais espaço a partir de 2018. Porém, nunca chegou a ser unanimidade e viveu uma relação de “amor e ódio” com a torcida. Apesar disso, era considerado titular na posição.

Neste ano, com a lesão de Marcinho, o setor viveu uma lacuna. Fernando, reserva imediato, também tinha o vínculo perto do fim e nem sequer faz mais parte do elenco. A diretoria foi ao mercado e contratou o uruguaio Federico Barrandeguy, Kevin e Carcardo, mas nenhum deles conseguiu se firmar.

Fonte: UOL

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