Matheus Nascimento dá esperança após primeiro gol, mas Botafogo trabalha com cautela

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O primeiro gol de Matheus Nascimento pelo Botafogo deu alívio e esperança. Ao jovem atacante, à torcida e ao clube. 20 jogos depois, o garoto desencantou e gerou ainda mais expectativa para o restante do ano. Sentimento que diretoria e comissão técnica tentam administrar com cautela. 

Além da evolução de todo o time, a consolidação do garoto é um dos pontos positivos que o clube tenta tirar da participação ruim no Campeonato Carioca. Antes da estreia na Série B do Brasileirão, o grande foco da temporada, o Bota pode fazer até quatro jogos da Taça Rio, que servirão como preparação. 

– Ele estava ansioso, porque é um jogador de muita qualidade técnica e a maior virtude dele, ele não estava conseguindo transferir para o jogo. Acredito que com esse gol ele vai ganhar confiança, e a tendência é ele crescer porque é um jogador de muito potencial – disse o técnico Marcelo Chamusca após a goleada sobre o Macaé. 

Matheus comemora primeiro gol da carreira — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Matheus comemora primeiro gol da carreira — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Os primeiros passos da carreira da promessa são precoces. Matheus completou 17 anos no último mês de março, mas praticamente não jogou pelo sub-20 do clube. Assinou o primeiro contrato profissional em 2020, ao completar 16 anos, e logo subiu para o elenco principal. No final da temporada, ganhou as primeiras chances. 

Já são 20 partidas como profissional, sendo 11 na Série A de 2020. Número expressivo para um atleta tão jovem. A carência provocada pela dificuldade financeira faz o Bota pular etapas, o que tenta compensar com suporte tanto mental quanto físico. 

Desde que assinou contrato, Matheus passou por uma transição de categorias e teve atenção especial da preparação física e da fisiologia do clube. Apesar da necessidade, também há cautela para não queimar quem é, hoje, o principal ativo do elenco. Por isso, o clube está no mercado para reforçar a posição. 

– É um jogador que subiu do sub-17 direto para o profissional. Jogou poucos jogos no sub-20 e está tendo a oportunidade jogar em um momento que estamos trabalhando para encaixar melhor a equipe. Não era o momento ideal, mas na nossa necessidade tivemos que colocar o Matheus – explicou Chamusca. 

Com apenas 17 anos, o atacante se tornou uma das principais opções do time com as mudanças que aconteceram no elenco. Tanto que ganhou a camisa 9. Pedro Raul e Matheus Babi saíram, deixando apenas o garoto e outro jovem, Rafael Navarro, aos 21, como opções de centroavante. A diretoria busca um jogador mais experiente para a posição, mas planeja dar muitas chances aos mais novos. 

O Botafogo volta a campo no próximo domingo, às 18h (de Brasília), no Nilton Santos, para disputar o jogo de ida da semifinal da Taça Rio, contra o Nova Iguaçu. A partida de volta acontece no dia 9 de maio. Quem passar encara Vasco ou Madureira.

O Matheus é uma joia bruta que precisa ser lapidada. No ano passado, já começou a se destacar pela qualidade, desenvoltura. Marcou o primeiro gol no último jogo, o que é muito importante, dá confiança. Ele vai ser peça importante do Botafogo nesse ano, nesse recomeço do clube. Tem a percepção para a hora de jogar pelos lados e a hora de entrar na área. Tem qualidade na finalização também. É um atacante com uma característica peculiar. Tem tudo para brilhar.

Mas precisa de suporte, de blindagem. É um garoto de 17 anos que vai começar a ser assediado, a ser cobrado. O clube tem esse dever, precisa ir com cuidado com ele. Espero que o Botafogo consiga segurar esse garoto para prepará-lo o melhor possível, porque tem muita qualidade e muita inteligência de jogo.”

“O Matheus Nascimento gera expectativa no mercado pelo seu desempenho na base, desde o sub-15. Para a sequência desse desenvolvimento, o ideal seria o aproveitamento no sub-20, mas como o calendário da base está totalmente comprometido desde o ano passado, a inclusão no elenco profissional faz sentido. 

A partir daí, vejo duas interpretações distintas. Pela pouca idade, ele já se prova positivamente por sustentar a exigência do jogo no profissional, inclusive em diferentes funções desde que começou a ser utilizado. A demora em fazer o primeiro gol também influenciou nas atuações, com uma clara ansiedade por parte do jogador. Isso tende a se normalizar a partir de agora. 

Por outro lado, o momento que o clube vive obviamente influencia no nível de jogo que o time pode apresentar, o que pode ser limitador para ele. Lembrando que o potencial e o seu valor de mercado são construções provenientes do que foi feito na base, como tantos outros exemplos. Kayky no Fluminense recentemente, Vinicius Jr. no Flamengo, Paulinho no Vasco…”

Fonte: ge

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