Menos vazado do Carioca, Botafogo tem a 4ª melhor defesa entre times da Série B em 2021

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Por mais que não exiba um futebol vistoso, há algo de proveitoso a se tirar do trabalho de Marcelo Chamusca no Botafogo. Na entrevista coletiva depois da vitória em cima do Nova Iguaçu por 1 a 0, o técnico citou que seu time tinha a melhor defesa do Carioca, o que é verdade. A solidez defensiva faz com que a equipe alvinegra seja a menos vazada do Estadual e tenha a quarta melhor defesa entre os times da Série B na temporada.

A conta foi feita com base na quantidade de gols sofridos por jogo. Como cada time tem um número diferente de jogos – já que tem equipes que disputam estadual, Copa do Brasil e Copa do Nordeste, enquanto outras apenas uma competição -, essa é a forma mais equilibrada de saber como estão os sistemas defensivos dos clubes a poucas semanas da estreia na Série B.

Nas 15 partidas à frente do Botafogo, Marcelo Chamusca conseguiu um feito que não acontecia desde 2017: não ter a defesa vazada por três jogos seguidos duas vezes na mesma temporada. Há quatro anos o clube conseguiu essa marca tendo disputado jogos da Libertadores com Jair Ventura no comando.

Para efeito de comparação, o time que terminou o Campeonato Brasileiro de 2020 com a pior defesa da competição sofreu a mesma quantidade de gols nesta temporada (10) nos últimos cinco jogos da Série A. O Botafogo terminou o Brasileirão com 62 gols sofridos. Já no Carioca de 2020, o time comandado por Alberto Valentim e Paulo Autuori teve a rede balançada 15 vezes em 12 jogos.

Duplas de zaga do Botafogo na temporada:

  • Kanu e Marcelo Benevenuto: seis jogos
  • Kanu e Gilvan: cinco jogos
  • Kanu e David Sousa: três jogos
  • Marcelo Benevenuto e Gilvan: dois jogos (contra o Flamengo, Gilvan entrou após expulsão de Kanu)

Com seis dos nove gols sofridos pelo Botafogo no Carioca deste ano no segundo tempo, Chamusca ainda tem que melhorar a atenção na etapa final. O sistema defensivo mostrou solidez também nos últimos dois jogos contra o Nova Iguaçu. Somando os 180 minutos da semifinal da Taça Rio,, a equipe cedeu apenas nove finalizações para o adversário, sendo que a média de finalizações sofridas por jogo no Carioca foi de 11,73.

Mas nem tudo são flores. O Botafogo precisa melhor a consistência defensiva, do ataque até a zaga, quando dá a bola ao adversário. No último domingo, pro exemplo, o time teve 63% de posse de bola jogando praticamente o tempo todo no campo ofensivo, até marcar o gol, aos 28 minutos da etapa final. O lance fez o Nova Iguaçu sair pro jogo, e aí a defesa apresentou dificuldades. Foi difícil encurtar os espaços e impedir o avanço da equipe da Baixada Fluminense, que assustou nos minutos finais.

– Futebol não é matemática exata, mas acho que evoluímos na pressão após perda do adversário, nesses dois jogos proporcionamos poucas chances ao nosso adversário. Se você pegar o número de gols sofridos no ano, são poucos gols. Nossa defesa é a melhor do campeonato. Nosso time precisa melhorar na fase ofensiva, mas conseguimos equilibrar – avaliou o treinador.

Marcelo Chamusca terá mais uma semana cheia para deixar o time nos trinques antes do primeiro confronto da final da Taça Rio, contra o Vasco. O jogo de ida será no próximo domingo, às 11h05, no Nilton Santos. A volta está marcada para o sábado seguinte, dia 22, às 15h, em São Januário. Quem for o campeão da Taça Rio leva R$ 1 milhão.

Fonte: ge

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