Moradora de General Severiano, Chaiane vive o Botafogo em busca do bicampeonato carioca

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O Botafogo estreia no Campeonato Carioca Feminino, sábado, contra o Barcelona, às 15h (horário de Brasília), no Caio Martins, em Niterói. Se o masculino tem o Chay, o feminino tem a Chai. A lateral-esquerda Chaiane Locatelli, irmã gêmea da Natane, do São Paulo, chegou ao clube em 2020 e tem conquistas importantes como o acesso para a Série A1 do Campeonato Brasileiro e o título de campeã carioca 2020, disputado em 2021 por conta do calendário apertado pela pandemia da Covid-19.

O Botafogo venceu o Fluminense por 2 a 0 na final e conquistou o título do Carioca 2020. A jogadora comentou sobre sua chegada na equipe, e como se deu a conquista.

– Cheguei ao Botafogo através do Gláucio (treinador da equipe). O time estava sendo formado para a disputa pelo acesso para a A1 e sempre foi muito unido visando este objetivo. Todas abraçaram o projeto e, assim, conquistamos o título do Carioca e vamos brigar mais uma vez pelo bicampeonato e para colocar o Botafogo na elite nacional – disse Chaiane, natural de Garibaldo, no Rio Grande do Sul.

O Botafogo encerrou sua participação na elite do Futebol Feminino em junho deste ano, após empate em 0 a 0, contra o Grêmio, no Rio Grande do Sul. Chaiane listou que, além do título Carioca, a campanha do vice-campeonato da Série A2 do Campeonato Brasileiro, que garantiu o acesso à Série A1 desse ano, está entre suas maiores conquistas na carreira.

– Conquistar o ouro no mundial universitário em 2017, representar o Brasil pela seleção sub-17, ser campeã brasileira pelo Santos em 2017, e o acesso a Série A1 pelo Botafogo são os melhores momentos da minha carreira.

A defensora ainda não está satisfeita. Chaiane ainda demonstrou o interesse de conquistar novos feitos com a camisa do Botafogo, mas que busca alçar voos mais altos e retornar a seleção brasileira.

– Meu maior sonho é conquistar títulos pelo Botafogo. Espero algum dia poder jogar em algum clube fora do Brasil, e também vestir novamente a camisa da Seleção.

Aos 26 anos, pela primeira vez na carreira, a atleta está em uma equipe diferente da irmã gêmea Natane, atleta do São Paulo. Ao ge, a gaúcha contou como é atuar sem a irmã ao seu lado e a expectativa para uma eventual disputa entre as duas.

– Foi algo importante para nosso crescimento. Ainda não tivemos a oportunidade de nos enfrentar. Tive uma lesão que me impediu de jogar por dois meses e não estive presente na partida contra ela. Seria uma experiência muito diferente e acredito que ainda iremos vivenciar.

Chaiane também revelou como iniciou sua trajetória no futebol. A atleta narra que, ao lado da irmã, aos nove anos, teve seu primeiro contato com o mundo da bola.

– Cresci em um bairro onde havia muitos meninos, que sempre estavam jogando futebol. Desde lá, surgiu minha paixão. Junto com minha irmã Natane, entrei na escolinha de futsal da cidade (Garibaldi-RS). Foi lá que começamos dar nossos primeiros passos no futebol.

Perguntada sobre quando o futebol surgiu na sua vida, Chaiane ressaltou a importância da visibilidade da modalidade. Para a botafoguense, assistir os jogos da seleção brasileira feminina, na TV, foi fundamental para sua escolha de carreira.

– Além de ser minha brincadeira favorita quando criança, meu pai sempre acompanhou muito e acabava assistindo a todos os jogos com ele. Lembro da minha paixão aumentar quando assisti aos jogos da seleção feminina pela TV. Foi ali que percebi que era o que eu queria pra minha vida.

Chaiane também contou as dificuldades que passou para seguir a carreira de atleta. A jogadora saiu de casa aos 15 anos. Atualmente, ela mora no alojamento do clube, que fica em General Severiano, e relata que a família continua muito presente na sua vida.

– Minha família é muito presente. Apesar de nos vermos poucas vezes ao ano, conversamos diariamente.

Para a jogadora, o apoio dos pais sempre foi fundamental para seguir lutando pelo sonho de ser atleta de futebol.

– A realidade do futebol feminino ainda é muito diferente e distante do masculino. Ainda tem muito a evoluir. Eu, assim como muitas jogadoras profissionais, comecei jogando com outros meninos, mas sempre tive o apoio dos meus pais e isso foi fundamental para eu me tornar profissional.

Apesar de jovem, Chaiane já passou por vários clubes: Porto Alegre FC, Kindermann, Foz Cataratas, Vitória de Santo Antão, Santos, São Paulo e Botafogo. Mesmo com momentos importantes e vitoriosos, a defensora afirmou que as lesões foram os momentos de maior dificuldade da carreira, mas que desistir nunca foi uma opção.

– É sempre muito difícil não poder fazer o que a gente ama. Nunca pensei em desistir, porque sempre soube que esse momento iria passar e que serviria para me deixar ainda mais forte.

Chai lateral-esquerda do Botafogo — Foto: Vitor Silva/BFR

Chai lateral-esquerda do Botafogo — Foto: Vitor Silva/BFR

A paixão pelo futebol é tão intensa, que a atleta resolveu estudar fisioterapia. Como plano B, Chaiane revela uma paixão pela área de saúde e projeta futuro pós-carreira de atleta.

– A fisioterapia despertou meu interesse quando tive meu primeiro contato como paciente. No decorrer do curso, fui descobrindo que era o que eu realmente gostava e seria minha profissão depois do futebol. Ainda não atuo porque vejo que o futebol pode me trazer experiências únicas, coisas que não viveria se desistisse. Ainda tenho muitos sonhos para realizar.

Sobre a preparação para o Carioca, a atleta ressaltou o estilo de jogo e os pontos fortes da equipe.

– Nossa característica é de um time aguerrido, que se adapta às adversidades e busca evolução sempre. Somos um time que gosta de propor o jogo e joga para frente. Fizemos uma boa pré-temporada, com uma rotina intensa de treinamentos, inclusive com treinos integrais. Estamos otimistas e vamos com tudo para brigar por um bicampeonato – analisou.

Fonte: ge

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