Morre Marinho Ex-atacante do Botafogo aos 63 anos

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Morreu nesta segunda-feira (15) o ex-atacante Marinho, que defendeu o Atlético nas décadas de 70 e 80. Aos 63 anos, estava internado no Hospital Alberto Cavalcanti, em Belo Horizonte, tratando de uma infecção no pâncreas. Ele defendeu outros clubes na carreira, como Bangu e Botafogo.

Mineiro da capital, Marinho foi revelado pelas categorias de base do Atlético, chegou ao profissional do clube alvinegro em 1974 e ficou até 1978, retornando ao Galo em 1982. Ao todo, foram 118 jogos com a camisa alvinegra e 21 gols marcados.

Do Atlético, Marinho foi para o Bangu (RJ), onde ficou por cinco temporadas. O jogador também é lembrado com carinho pelo torcedor do time do Rio de Janeiro. Em 1985, foi o melhor atleta do Campeonato Brasileiro vestindo a camisa do Bangu, chegando à Seleção BrasileiraMarinho chegou a treinar a equipe décadas mais tarde.

De lá, chamou a atenção do Botafogo, em 1988. Com o time carioca, foi bicampeão estadual. Marinho ainda voltou ao Bangu e ao América-SP, defendendo também Pavunense e Americano. Marinho esteve nos Jogos Olímpicos de 1976 com a Seleção.

Batalhas fora de campo

Marinho nasceu no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte. De família simples, foi criado pela mãe e era o caçula de sete irmãos. Começou a trabalhar desde a infância, como engraxate, para ajudar a mãe, lavadeira no Hospital Militar.

Pelo comportamento de Marinho ainda como criança, que começou a trilhar caminhos errados, a mãe o internou em uma reformatório da PM em Pirapora, cidade de Minas Gerais. Ao sair, chegou a fazer um teste no Atlético, quando passou. Foi revelado pelo clube em 1975.

Além do sucesso dentro de campo, como citado acima, Marinho não conseguiu se encontrar fora das quatro linhas. O sucesso ao subir para o profissional confundiu a cabeça do atacante. Ele se envolveu com bebidas, cigarro e noitadas. Acabou sendo negociado em 78 pelo Galo.

Marinho explodiu no Bangu, na década seguinte. Foi eleito o melhor jogador do Brasileiro de 85 pelo time fluminense e viveu seu auge por lá. É um dos grandes ídolos do Bangu e teve chances, em 1986, de disputar amistosos com a Seleção Brasileira, que se preparava para a Copa do Mundo daquele ano.

Ausente na lista final, voltou a se deparar com as bebidas. Do Bangu, foi para o Botafogo, onde tentou encontrar novos rumos. Marinho chegou a perder o filho Marlon, de apenas 1 ano e sete meses, afogado na piscina de casa. Isso mexeu com o atacante na época, que começou a protagonizar problemas de disciplina. Ele chegou a separar da esposa e voltou a se envolver com o álcool.

Marinho foi um grande atacante, mas teve que dividir a luta dentro de campo com a batalha contra o alcoolismo fora dele.

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