Na Taça Rio, Botafogo pega Nova Iguaçu, que tem ex-alvinegro na comissão

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Nova Iguaçu e Botafogo se encaram hoje (9), no Nilton Santos, na luta por uma vaga na final da Taça Rio. Na coordenação técnica do clube da Baixada Fluminense, há um velho conhecido em General Severiano e que ajudou a torcida alvinegra a celebrar este título em duas oportunidades: Andrezinho.

No primeiro encontro entre as equipes, empate sem gols. Por ter terminado a Taça Guanabara na sexta colocação, o Nova Iguaçu tem a vantagem. Vale lembrar que, nesta edição do Campeonato Carioca, a Taça Rio está sendo disputada pelas equipes que ficaram entre a quinta e oitava colocações, já sem chance de conquistar o Estadual.

Para o “Orgulho da Baixada”, chegar a essa final tem um significado especial, uma vez que a equipe voltou a disputar a elite do Carioca após três temporadas. Integrante deste projeto, Andrezinho é o atual coordenador técnico e tem no currículo três conquistas de Taça Rio, sendo uma pelo Vasco, em 2017, e duas pelo Botafogo, em 2012 e 2013.

Ao longo da carreira, Andrezinho defendeu ainda clubes como Flamengo, Internacional, Goiás, Pohang Steelers, da Coreia do Sul, e Tianjin Teda, da China. Ele se aposentou em 2019, justamente pelo Nova Iguaçu.

“A experiência como coordenador técnico está sendo a melhor possível. Nunca pensei em estar fora do futebol, não sei fazer outra coisa, e está sendo muito bom poder passar um pouco da experiência que tive em campo, trabalhar com jovens jogadores, ter esse desafio de ver o outro lado. Quando se está jogando, às vezes, não se tem noção do que o estafe trabalha para dar sustentação para que os jogadores façam o melhor. Está sendo um aprendizado diário, estou gostando muito”, disse, ao UOL Esporte.

“Tenho um relacionamento com o Nova Iguaçu há muitos anos, com o presidente [Jânio Moraes], com o Jorge Moraes, que foi meu empresário durante muitos anos, e isso me aproximou do clube. Quando encerrei a carreira jogando no Nova Iguaçu, surgiu a oportunidade. O presidente me convidou para integrar a comissão, para fazer essa integração entre jogadores, comissão técnica, e diretoria. Via em mim um cara que tinha encerrado recentemente e, por conhecer o lado do jogador, sentiram confiança. E deu certo”, completou.

A bagagem como jogador, inclusive, tem ajudado Andrezinho nesta nova função. Ele ressalta que, ao longo da carreira, já viveu diversas situações e, agora como coordenador, busca colocar em prática tudo que absorveu no decorrer deste período.

“Modéstia à parte, a gente consegue trazer muitas coisas para os jogadores. Até brinco falando que, para quando eles pensarem em fazer alguma coisa, lembrar que já estive do lado deles (risos). Temos aquele feeling de vestiário, de quando o atleta está chateado, feeling de chegar à diretoria para falar alguma coisa relacionada aos jogadores, o que é importante para conquistar os títulos. Claro que o futebol não é uma matemática exata, mas sabe.

Adversário de logo mais, o Botafogo está na história de Andrezinho. Ele acertou com o clube em dezembro de 2011, após deixar o Internacional, que defendia desde 2008 e pelo qual ganhou grande destaque. No Alvinegro, esteve por duas temporadas, entre 2012 e 2013, tendo sido campeão do Carioca em 2013. O ex-meia lembra que, até hoje, inclusive, recebe o carinho dos torcedores.

“Eu me sinto muito honrado em ter vestido a camisa do Botafogo. O carinho que recebo dos alvinegros é muito grande, muitos dizem que o último time que dava gosto de ver jogar foi aquele de 2012. Esse carinho e esse reconhecimento são muito gratificantes”, conta.

Ele salienta que a Série B do Campeonato Brasileiro é uma competição com muitos obstáculos, mas acredita na recuperação do Alvinegro, apontando o que avalia ser importante para o retorno à elite.

“Penso que o Botafogo tem de se reestruturar, é um momento difícil do clube. A pandemia dificultou muito não só os clubes de menor investimento, mas também os grandes, como é o caso do Botafogo. Ainda mais, caindo para a segunda divisão. É um campeonato que já disputei, competição muito difícil. Vou além, acho que esta edição da Série B vai ser a mais disputada. Terá grandes equipes, muitas que já foram campeãs. Então, tudo isso vai dificultar ainda mais. Penso que o Botafogo tem de ter jogadores que conheçam a competição. É uma fase difícil, mas o Botafogo é gigante e só tem uma maneira de sair: a união. É unir comissão, jogadores e diretoria, e os torcedores apoiarem. Nessas hora que o amor fala mais alto”.

Fonte: UOL

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