No “divisor de águas”, Botafogo não mostra indícios de reação e gera cada vez menos esperança em milagre

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Eduardo Barroca e a diretoria do Botafogo vinham tratando o clássico contra o Vasco como “divisor de águas” para o rumo do clube na temporada, e a derrota por 3 a 0, neste domingo, escancarou diversos problemas antigos. Mesmo com diversas mudanças, a equipe teve mais uma atuação decepcionante, foi facilmente batida em São Januário e deu mais um passo para um fim melancólico: o rebaixamento para a Série B do Brasileirão.

Faltando nove rodadas para o fim da competição, o Botafogo está agora a nove pontos do primeiro time fora do Z-4, o Fortaleza. Para pensar em uma possível permanência na Série A, o clube terá que realizar praticamente um milagre ao atingir cerca de 20 pontos em 27 possíveis.

A situação do Alvinegro já era bastante complicada, e os questionamentos começaram antes mesmo de a bola rolar no clássico deste domingo. De forma surpreendente, Barroca escalou Warley, Rhuan e Kelvin como titulares em uma tentativa de explorar a velocidade do trio nos contra-ataques. No entanto, a estratégia não deu certo e nenhum dos três correspondeu às expectativas.

Para piorar o cenário, além do ataque inoperante, a defesa alvinegra também não viveu o melhor dia. Em vacilo coletivo no primeiro tempo, Kanu tentou uma antecipação e deixou Sousa exposto no miolo da zaga. O jovem zagueiro errou o posicionamento, e Victor Luis também não conseguiu realizar a cobertura. Livre de marcação, Talles Magno subiu sozinho e marcou o único gol do primeiro tempo.

No intervalo, Barroca resolveu mudar a estratégia inicial. Promoveu as entradas de Bruno Nazário e Kalou nas vagas de Rhuan e Warley, e com nova estrutura, o Botafogo cresceu de produção. A equipe ensaiou uma pressão ao gol de Fernando Miguel e chegou perto de empatar em chute do atacante marfinense, salvo por Henrique em cima da linha. Mas a reação parou por aí. 

Após mudanças de Luxemburgo, o Vasco retomou o controle da partida e passou a chegar com perigo em transições rápidas. Em uma delas, Andrey marcou o segundo e decretou a vitória cruz-maltina. Já no apagar das luzes, Barrandeguy cometeu pênalti infantil, e Yago Pikachu fechou o placar.

Por mais que não seja novidade, o time do Botafogo novamente provou não ter uma identidade definida. A 14ª derrota no Brasileirão é apenas um reflexo do planejamento ruim com cinco treinadores em um ano e 25 jogadores contratados. Na coletiva após o clássico, Barroca citou esses “desequilíbrios” e admitiu que já pretende começar a preparação para a próxima temporada.

– Diante do ano que foi, os desequilíbrios são muito claros, uma tentativa constante de reverter a situação. Na minha visão, a gente não pode perder mais muito tempo e precisamos imediatamente conversar sobre o nosso futuro a curto, médio e longo prazo. Então, provavelmente amanhã eu devo ter essa conversa para ver o entendimento da direção sobre o que a gente conversou antes do jogo e já tomar algumas ações.

O discurso oficial é de não jogar a toalha e lutar até o fim pela permanência. No entanto, diante do cenário adverso, o Botafogo começa a pensar a “curto, médio e longo prazo”, como Barroca pediu, para evitar cometer os mesmos erros em 2021. Um bom início é assumir a responsabilidade dentro de campo e mostrar atitude nas nove rodadas finais do Brasileirão.

Estacionado na 19ª posição com 23 pontos, o Botafogo está a nove do Fortaleza, o primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O Alvinegro volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Santos, fora de casa.

Fonte: Terra

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