Nova versão da Botafogo S/A tem expectativa de R$ 550 milhões e negociação de 80% da dívida

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Mais um capítulo da transformação do Botafogo em empresa está em curso. Depois de analisar o novo projeto, o presidente Durcesio Mello enviou ao Conselho Deliberativo na quarta-feira ofício em que pede a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para apreciação da proposta, que sofreu alterações.

No documento, o mandatário enumera algumas condições mínimas para os investidores e também parâmetros para os fundos interessados investirem no clube, entre eles arrecadação mínima de R$ 550 milhões e renegociação de pelo menos 80% da dívida. 

O projeto provocou divisão em General Severiano nos últimos meses. Enquanto uma parcela do clube pressionava para a continuidade da S/A, outra parte, incluindo a nova diretoria e o CEO Jorge Braga, abordava o assunto com cautela e pregava a necessidade de algumas mudanças. Antes, a avaliação interna era de que ainda não havia garantias financeiras e jurídicas para o clube e para possíveis investidores.

O executivo já havia citado pilares que deveriam constar no projeto. “Credibilidade de quem o conduz; segurança jurídica e financeira para investidores e Clube; destinação específica e clara de recursos para o futebol (profissional e base); e retorno atraente para investidores profissionais e individuais”, citou em nota oficial recente. 

CEO e presidente aprovaram novo plano do clube-empresa — Foto: Vitor Silva/Botafogo

CEO e presidente aprovaram novo plano do clube-empresa — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Além das duas metas acima, há também questões esportivas, envolvendo prazos e uso da marca. A proposta enviada para o conselho envolve passar para terceiros os ativos do futebol, como cessão de direitos dos jogadores e uso de instalações. 

Há também cláusulas previstas para a rescisão, caso seja necessário. O clube não permite que investidores mudem cor do uniforme e nem o escudo, por exemplo. Além disso, são estipuladas metas esportivas, como conquista de campeonatos. Voltar à Série A, é claro, está no centro das atenções no momento. 

Em caso de aprovação do projeto, uma empresa seria autorizada a buscar novos investimentos para o clube. Concluída essa etapa, o Botafogo criaria a S/A para vendê-la aos investidores. 

A mesa diretora do Conselho Deliberativo irá se reunir nesta quinta-feira para organizar a logística da convocação da Assembleia em meio à pandemia de Covid-19. Se aprovado o projeto de captação dos recursos, a empresa responsável terá seis meses para reunir os investidores.

O atual projeto da S/A é liderado pelo economista Gustavo Magalhães e tem duas frentes: um Fundo de Investimento em Participações (FIP) e um Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento de Mercado (FIC-FIM). O FIP receberia o aporte de um investidor estratégico que poderia ser majoritário. O FIC-FIM captaria investimento para o FIP e seria aberto para qualquer pessoa física. O objetivo é atrair torcedores para ajudar na reconstrução do Botafogo. 

Além do economista, participam do grupo de trabalho o presidente Durcesio Mello, o CEO Jorge Braga, o vice-presidente jurídico Marcelo Barbieri e o advogado André Chame, este último também presente na primeira tentativa. 

Mesmo antes da aprovação da diretoria e dos conselheiros alvinegros, o site da Áureo Investimentos, que tem Gustavo como um dos sócios, exibe informações iniciais sobre o fundo Estrela Solitária S/A. Com nome em inglês, “Lone Star”, apresenta duas opções de oferta com a promessa: “Em breve”.

Fonte: ge

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