O Preto e Branco da Bola: A escalação ideal do Botafogo e uma ode a Autuori.

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A tradição brasileira de saber de cór a escalação de escretes que marcaram época não se aplicará ao Botafogo 2020. É natural que o torcedor esteja ansioso para declamar os nomes dos onze briosos jogadores que envergarão o manto alvinegro no restante da temporada que se estenderá até 2021, mas o atual “conceito” adotado por Paulo Autuori não permitirá tal façanha.

O vitorioso treinador, que completou 64 anos na data de ontem, está em grande fase e compreendeu que para alcançar resultados expressivos na temporada com o elenco que possui não poderá contar apenas com onze titulares absolutos.

As alterações de escalação efetuadas durante a temporada revelaram ao treinador várias alternativas táticas a serem adotadas diante de adversários com qualidades e vulnerabilidades próprias. Os expressivos resultados alcançados diante dos favoritos ao título do Campeonato Brasileiro Atlético/MG e Flamengo provaram que Autuori possui completo conhecimento do plantel e usará as armas de que dispõe em razão das características de cada adversário.

Obviamente, é preciso ter um time base a partir do qual as mudanças pontuais se implementem e alguns jogadores estão convencendo o experiente treinador de que não podem ser preteridos.

Guilherme Santos demonstrou que pode atuar em mais de uma posição e será um importante “coringa”. Parece que o posicionamento ideal do voluntarioso atleta seria como “segundo homem” do meio de campo, ao lado da joia Caio Alexandre. O Botafogo teria um time mais “mordedor” no setor e Honda ganharia um pouco mais de liberdade para criar e “alimentar” o setor ofensivo.

Pedro Raúl já provou que é um centroavante raro, com vigor físico e boa técnica e não pode ficar de fora desse time. Apesar das boas atuações, Babi (Ibabimovic) ainda não está pronto para substituir Pedro Raúl no time titular. Babi deve ser uma alternativa para o segundo tempo ou eventual circunstância de jogo.

Bruno Nazário vem perdendo espaço por atuações abaixo da expectativa e com a chegada de Kalou terá dificuldade em manter a titularidade.

O colunista, como todo bom torcedor, tem em mente seu time ideal: Gatito; Barrandeguy, Marcelo Benevenuto, Kanu e Victor Luís; Caio Alexandre, Guilherme e Honda; Kalou, Pedro Raúl e Luís Henrique. Porém, o mestre Paulo Autuori tem todas as licenças para fazer suas “loucuras” táticas, afinal, possui maturidade profissional, independência e competência suficientes para calar não só parte da exigente torcida botafoguense, mas principalmente a imprensa especializada que insiste em depreciar o trabalho do treinador e a qualidade do elenco.

O Botafogo 2020 não é um time de onze titulares, mas um grupo de homens destemidos comandados por um dos maiores líderes e ídolos de nossa história. Parabéns pelos 64 anos de vida e pela ousadia, Paulo Autuori!

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