O Preto e Branco da Bola: A Estrela Solitária se apagou!

0
150

O Botafogo escreveu na noite de 27 de outubro de 2020 uma das mais tristes páginas de sua história. Essa constatação não se relaciona apenas à derrota para o time reserva do Cuiabá por 0x1, resultado que pode (e deve) ser revertido com tranquilidade no segundo jogo na capital mato-grossense, mas a todas as circunstâncias que antecederam a partida e ao vexaminoso futebol apresentado durante os mais sofríveis noventa minutos a que o torcedor alvinegro foi submetido nos últimos anos.

Após uma semana inteira de treinamentos destinados a preparar o time para enfrentar a equipe reserva do Cuiabá, o inepto técnico Bruno Lazaroni apresentou um bando desprovido de capacidade técnica, tática e moral para vestir o Manto Glorioso.

O clube que forneceu diversos jogadores para o “Dream Team” da Bola de Ouro da revista “France Football” e a quem o Brasil deve suas maiores glórias futebolísticas, amargou nesta noite ver a mítica camisa 7 de Garrincha ser entregue ao “apadrinhado de Bruno Lazaroni” Rhuan, jogador incapaz de efetuar fundamentos básicos do esporte. Rhuan vestindo a camisa 7 é a maior ofensa que a memória de Garrincha pode sofrer!

Em mais de uma postagem, este colunista defendeu o trabalho de Paulo Autuori no comando da equipe. Não obstante, questionava a necessidade de certas declarações proferidas pelo honrado ídolo alvinegro que insistia em manifestar seu desencanto pelo trabalho diário como técnico de futebol. Certo é que a saída de Autuori, que se apresentava de certo modo coerente, deveria ser conduzida de maneira responsável pelos dirigentes do clube. O abnegado ídolo necessitava ser substituído por profissional minimamente preparado para a função.

A verdade é que Bruno Lazaroni não é o único culpado pelo “show de horrores” diante do Cuiabá. O desempenho da equipe nesta fatídica noite refletiu décadas de incompetência na gestão do clube, entregue nas mãos de “apaixonados” dirigentes que afundaram o Botafogo ao ponto de tornar incontornável a dívida existente e fazer o clube adotar uma louca política de contratações e rescisões que produziram o elenco que representa as cores do alvinegro na atualidade.

À exceção de Bebeto de Freitas, nenhum gestor que esteve à frente do clube nos últimos quarenta anos (pelo menos) pode afirmar que fez algo de positivo para o clube. Mesmo o “apagador de incêndios” Carlos Augusto Montenegro, a quem o Botafogo “deve” os títulos da Copa Conmebol de 1993 e o Brasileiro de 1995, tem autoridade para afirmar o contrário. Assim como Eurico Miranda, Montenegro representa o atraso gerencial a que a maioria dos grandes clubes do país foram submetidos nas últimas décadas.

O Botafogo caminha a passos largos para a extinção. Dentro de campo, já não é capaz de produzir alegria e orgulho à torcida acostumada a aplaudir Mendonças, Mangas, Didis, Garrinchas, Niltons, Túlios, Gersons… Fora de campo, convive com intermináveis ações judiciais e dívidas que extrapolam a arrecadação e patrimônio material da instituição. A esperança do Botafogo S/A se esvai. Talvez o milagre de um mecenas árabe ou russo para assumir a administração do clube ou alguma manobra jurídica mirabolante a evitar a iminente falência seja a soluçaõ.

Na estrada dos louros, nenhum facho de luz. A Estrela Solitária se apagou. Resta no coração botafoguense, um profundo buraco negro!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui