“O Preto e Branco da Bola” – Paulo Autuori cumpre a missão!

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O empate com a Portuguesa por 0x0 no Estádio dos Ventos Uivantes (Luso-Brasileiro) na quarta-feira selou a classificação do Botafogo para disputar a semifinal da Taça Rio 2020. Alvinegros eufóricos pela (ilusória) recente goleada sobre a combalida Cabofriense por 6×2 no domingo esperavam um resultado melhor, mas devemos enaltecer o trabalho de Paulo Autuori.

O vitorioso treinador teve apenas dez dias de trabalho até o precipitado retorno do futebol carioca durante o auge da pandemia e explorou com maestria os dois confrontos visando ao restante da temporada. Ousou no esquema tático contra a equipe da região dos lagos, posicionando Cícero como líbero diante de desfalques no setor defensivo e teve oportunidade de “rodar” o elenco contra a Portuguesa, fazendo importantes observações sobre as alternativas táticas que o grupo oferece.

É fato que o Botafogo possui um elenco desequilibrado, com poucas peças de reposição e nas duas partidas pela Taça Rio ficaram evidentes os problemas nas laterais. Mesmo alterando o esquema tático para o 4-1-4-1, os espaços naquele setor foram explorados com perigo pelos adversários.

Caio Alexandre, que foi grande destaque na partida de domingo, não repetiu a grande atuação. Bruno Nazário também teve atuação apagada. Mas devemos destacar que a Portuguesa é um time muito superior à Cabofriense e soube se posicionar de modo a dificultar sobremaneira as ações do Alvinegro.

O time demonstra poderio ofensivo, mas depende muito da atuação de Bruno Nazário para alimentar os potentes atacantes. Paulo Autuori terá dificuldades para equilibrar todos os setores, mas a maior preocupação é encaixar o posicionamento dos laterais. No meio de campo há opções para alterar o panorama de uma partida, mas não há alternativas caso o treinador não possa contar com Luís Henrique e Pedro Raul.

Honda demonstra estar cada dia mais adaptado ao Brasil e à função tática que deve exercer no esquema de Autuori. Diferentemente de Seedorf, que tinha certa intimidade com a língua Portuguesa e a cultura brasileira antes da chegada ao Botafogo, o japonês precisará de mais tempo para a completa adaptação. O grupo sabe da importância de Honda para a torcida e para o equilíbrio do time no restante da temporada.  

Fato é que o treinador mostrou conhecimento do grupo e busca soluções dentro do reduzido elenco. Serão três dias para encontrar a melhor formação para enfrentar o Fluminense pela semifinal da Taça Rio.

Diante de cofres vazios e com poucas perspectivas de contratações de impacto, o treinador do Glorioso precisará de muita criatividade no segundo semestre para alçar voos mais altos no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.

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