O ÚLTIMO PÚBLICO SUPERIOR A 100 MIL PESSOAS NO MARACANÃ – O SHOW FOI SOMENTE A APAIXONADA TORCIDA DO BOTAFOGO

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Em 27 de junho de 1999, há exatos 21 anos, diante de um público de 101.581 pessoas presentes no Maracanã para a segunda partida da final da Copa do Brasil diante do Juventude (RS), a apaixonada torcida botafoguense deu um show inesquecível de vibração e apoio ao Glorioso, mas saiu triste e frustrada do Maracanã, pois aconteceu, o maior fracasso de nosso futebol em decisões.

Na primeira partida da final, em 20 de junho, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, nossa equipe foi derrotada por 2×1, tendo o adversário aberto uma vantagem de 2×0 no placar, gols de Fernando Resch, aos 14 minutos e Márcio Mixirica, aos 21 minutos, enquanto Bebeto diminuiu aos 41 minutos, todos os gols assinalados no primeiro tempo.

O zagueiro botafoguense Sandro e o meia adversário Wallace brigaram e foram expulsos.  

No segundo tempo, a equipe do Juventude veio para cima de nossa equipe e acertou a trave de Wágner duas vezes.   

O Botafogo passou a pressionar bastante e foi prejudicado pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas, que marcou uma falta inexistente de Bebeto, que estava de costas e não tinha condições de cometer a infração.

Se não bastasse este absurdo, Márcio Rezende de Freitas seguiu errando. O Botafogo deu sequência à pressão e Rodrigo anotou o gol de empate em condição de legal. Porém, um impedimento, não menos absurdo, foi marcado.

Jogaram aquela partida: Wágner, Fabio Augusto (Rodrigo), Sandro, Jorge Luís e César Prates; Redner, Válber (Leandro), Caio (Bandoch) e Sérgio Manoel; Bebeto e Zé Carlos. Treinador: Gilson Nunes.

No segundo jogo, desta feita no Maracanã no domingo, 27 de junho, bastaria uma vitória simples por 1×0, mas nossa equipe decepcionou.

O jogo começou morno e o time do Botafogo não conseguiu levar perigo ao gol do Juventude, que jogava na retranca. Com o passar dos minutos nossa equipe foi se desesperando e o jogo terminou sem abertura da contagem.

O Botafogo atuou com: Wágner, Fábio Augusto, Bandoch e Cesar Prates (Leandro); Júnior, Reidner, Caio (Rodrigo) e Sérgio Manoel; Zé Carlos e Bebeto (Felipe). Treinador: Gilson Nunes.

Lamentavelmente, a perda desse título no então maior estádio do mundo ficou conhecida como “Botafogazo”.

Por: Luiz Felipe Carneiro de Miranda
Grande Benemérito, Historiador e Curador do Centro de Memória do Botafogo.

2 COMENTÁRIOS

  1. Botafoguense desde menino, esse time me escolheu como torcedor, passei toda minha infância e adolescência torcendo sem ver um título mais fiel. Só depois de casado vi o Botafogo ser campeão carioca contra o Flamengo de Zico e companhia com goal de Maurício, Inesquecível.

    • Prezado Vivaldo.
      O Botafogo é, realmente, uma grande paixão.
      Forte abraço botafoguense
      Luiz Felipe

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