OS HOMENS DO VÔLEI BRASILEIRO QUE FIZERAM HISTÓRIA NO FUTEBOL

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É razoavelmente comum na história do esporte atletas se aventurarem em algumas modalidades diferentes. Michael Jordan, lenda do basquete norte-americano, se arriscou no basebol; Peter Cech, goleiro tcheco que fez história no Chelsea, chegou a atuar no hoquei; Falcão chegou a deixar o futsal para tentar a vida no futebol.

No Brasil, algumas das histórias mais marcantes envolvendo figuras de um esporte que migraram para outra modalidade envolve três nomes históricos do vôlei brasileiro, que em algum momento seguiram carreira no futebol: José Carlos Brunoro, Bebeto de Freitas e José Roberto Guimarães.

Os homens do vôlei brasileiro tentaram a vida no esporte bretão, não como atletas, mas em cargos diretivos. 

JOSÉ ROBERTO GUIMARÃES e a aventura no Corinthians

Em 1999, José Roberto Guimarães já era um ex-jogador de vôlei aposentado, treinador campeão olímpico com a seleção brasileira masculina de vôlei nos jogos de Barcelona, em 92, e chegou ao Corinthians de forma surpreendente para assumir o cargo de de diretor de futebol

Aos 44 anos, o ex-levantador chegou ao Timão para ser o homem forte do futebol alvinegro, que iniciava ali uma parceria com fundo de investimento norte-americano Hicks, Muse, Tate & Furst.

Zé chegou ao Corinthians que era o então campeão brasileiro. O Timão venceu o campeonato um ano antes, em 98, ao bater o Atlético-MG na grande final. A missão era melhorar um time já muito qualificado, que naquele momento era comandado por Evaristo de Macedo, que seria substituído alguns meses mais tarde por Oswaldo de Oliveira. Um dos primeiros e mais importantes negócios feitos pelo treinador de vôlei foi a contratação de Dida, que pertencia ao Milan, e chegou ao Parque São Jorge por empréstimo. Com o dinheiro do fundo norte-americano, outros importantes nomes chegaram ao clube na gestão de Zé Roberto, como o atacante Luizão.

Com Zé Roberto Guimarães na direção, o Timão ganhou quase tudo: Paulistão e Brasileirão de 1999, além do Mundial de Clubes no início de 2000. Após dois anos de trabalho, chegou ao fim a passagem do treinador de vôlei com o Timão: depois de pressão da Hicks Muse para vender os jogadores que pertenciam à parceria, Zé bateu de frente com os diretores do fundo, lembrando que o planejamento era fazer um trabalho de longo prazo, e acabou deixando o clube, voltando a trabalhar como treinador de vôlei, consolidando sua histórica carreira como um dos maiores treinadores da história.

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BRUNORO, o homem forte da Era Parmalat no Palmeiras

A chegada de José Carlos Brunoro pelo futebol foi semelhante a de José Roberto Guimarães. Brunoro foi jogador de vôlei nos anos 70 e após sua experiência como atleta foi treinador na modalidade.

Em 1992, o ex-atleta foi contratado para ser o diretor de esportes da Parmalat na América do Sul durante a parceria com o Palmeiras, e desse modo se tornou o homem forte do futebol alviverde durante a parceria com a multinacional italiana. Sob o comando de Brunoro, o Verdão saiu da fila e conquistou o título paulista e dois brasileiros. No futebol, Brunoro ainda trabalhou como dirigente em clubes como o Goiás, Coritiba, Cruzeiro, Desportivo Brasil e Audax, clube que ajudou a idealizar o projeto esportivo junto de Abílio Diniz, em 2003 – na época chamado de Pão de Açúcar Esporte Clube.

O dirigente ainda teve uma experiência na automobilismo nos anos 90, quando, por meio da Parmalat, se tornou o homem forte da equipe Ligier de Fórmula 1, na época patrocinada pela empresa italiana. 

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BEBETO DE FREITAS e a paixão pelo Botafogo

Outro que foi jogador e treinador de vôlei, Bebeto de Freitas talvez tenha sido o que mais tempo trabalhou no futebol entre os três citados. A trajetória de Bebeto – que era sobrinho do jornalista João Saldanha e primo do ex-jogador Heleno de Freitas – no esporte bretão se iniciou no Atlético-MG, no final dos anos 90, quando assumiu o cargo de diretor de futebol do clube de Belo Horizonte.

Em 2002, Bebeto se tornou diretor de futebol do Botafogo, seu clube do coração. E em 2003 foi eleito presidente do clube da estrela solitária, sendo reeleito em 2005. Na gestão de Bebeto, o clube carioca voltou à primeira divisão do Brasileirão em 2003, e conquistou o campeonato carioca de 2006.

Após deixar o Fogão em 2008, Bebeto voltou a trabalhar no futebol, novamente no Atlético-MG. Em sua segunda passagem pelo Galo, o cartola foi diretor executivo do clube mineiro. O ex-dirigente faleceu em em 13 de março de 2018, logo após participar de uma coletiva para o lançamento da equipe de futebol americano do Atlético-MG, na sede do clube, a Cidade do Galo, aos 68 anos, em decorrência de um mal súbito. 

 

Fonte: Blog 3° Tempo

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