Palmeiras escalará reservas contra Botafogo

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O Palmeiras rejeitará pela primeira vez a regra número um de Abel Ferreira. Desta vez, não festejará por 24 horas, como ele diz: “Festejar por 24 horas ou chorar por horas e depois voltar a trabalhar.” Desta vez, pode haver 48 horas, mas o time terá de entrar em campo na terça-feira contra o Botafogo. Jogarão os reservas. 

Depois, viagem para Doha ainda na terça, à noite. O jogo contra o São Paulo, na sexta, foi adiado. Também a partida contra o Coritiba, na segunda-feira (8). No domingo, o Palmeiras entrará em campo contra o Tigres, do México, ou o Ulsan, da Coreia do Sul, pela semifinal do Mundial de Clubes. 

O Palmeiras merece comemorar e empatia, palavra da moda na pandemia. Também serve para que as pessoas se coloquem no lugar dos torcedores que não venciam a Libertadores havia 21 anos. 

Não foi diferente o respeito pela alegria rubro-negra, há 13 meses. Não cabia, no dia do jogo contra o River Plate, dizer que o Flamengo não conseguiu cumprir seu estilo. Prevalecia a emoção da virada épica, com dois gol de Gabigol.

Breno Lopes também produziu um final épico, mesmo sem virada. Ser campeão com cabeçada perfeita, com herói improvável, aos 53 minutos do segundo tempo… Só se for muito insensível para não notar como os corações verdes se sentem desde as 19h de sábado. 

A festa merecia mais cuidado, menos aglomerações e mais máscaras. Neste ponto, o grande erro foi da Conmebol (leia coluna da Folha de S. Paulo). Convidar 5 mil pessoas já era discutível, em plena pandemia. Colocá-los do mesmo lado do estádio, abrindo apenas um setor, foi um descuido capaz de contaminar mais gente do que havia no estádio. 

Ainda que muita gente não tenha feito questão de notar os 2 mil torcedores em partidas da Premier League, mesmo sabendo que haverá 22 mil no Superbowl, nada disto justifica a Conmebol promover aglomeração. 

O cuidado com a pandemia deve seguir. Não tem explicação o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, fechar bares e restaurantes da cidade que governa e se aglomerar na torcida do Santos. 

Mas o sentimento e a festa dos palmeirenses não têm nada a ver com isto. É preciso saber respeitar o momento de cada torcida. 

A decisão foi fraca tecnicamente. Todo mundo sabia que seria, ou não teria havido tantos debates por uma semana sobre um jogo às 17h no verão mais tórrido do Rio de Janeiro neste século. Não dava para fazer um grande jogo com a temperatura do Maracanã. Também não foi um grande jogo em Lima, pelo mesmo motivo. No Peru, era mais abafado. No Rio, mais ensolarado. Sol na cabeça. 

O Palmeiras fez a melhor campanha e registrou o melhor ataque da história da Libertadores: 33 gols. Não é pouca coisa. O momento é de empatia. É de respeitar a alegria dos palmeirenses campeões da Libertadores.

Fonte: Blog do PVC – ge

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