Perícia aponta que Marcinho dirigia acima da velocidade permitida em momento que atropelou casal

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    O laudo pericial no carro utilizado por Marcinho no momento do acidente que vitimou um casal, no Rio de Janeiro, no dia 30 de dezembro de 2020, apontou que o lateral, ex-Botafogo, dirigia acima do limite de velocidade do local do acidente, que era 70km/h. A informação foi publicada pelo ‘ge’.

    – Utilizando o Modelo de Happer, com base na distância de projeção do pedestre, a velocidade do veículo objeto do exame varia entre 86 km/h e 110 km/h, como calculada e apresentada no laudo de exame do local do atropelamento – afirma trecho do laudo.

    A análise ainda explicou que o airbag não foi acionado no momento do impacto já que o peso corporal das vítimas não são suficientes para inflar a bolsa da proteção. Em entrevista ao ‘Fantástico’, da ‘Globo’, Marcinho afirmou que ficou com vidro no rosto e em estado de choque, com medo de linchamento e que por esse motivo não socorreu as vítimas. 

    – O veículo é munido de sensores de velocidade. Quando ocorre uma desaceleração brusca por impacto, a unidade de controle eletrônico envia um sinal elétrico para o ignitor do gerador de gás, responsável por inflar a bolsa. O acionamento depende de quanto o veículo desacelera no impacto, e não da deformação. Como o corpo humano não possui massa suficiente capaz de desacelerar bruscamente o veículo, com o atropelamento, o dispositivo de airbag não é acionado – diz outro trecho do laudo.

    Contradizendo o laudo, Marcinho se defendeu e afirmou em depoimento que dirigia a uma velocidade de 60km/h, abaixo do limite de velocidade. O delegado do caso, Alan Luxardo, não deu credibilidade para o depoimento de Marcinho. 

    – Ele alegou que estava numa velocidade aproximada de 60 quilômetros por hora. Nós já constatamos que houve uma velocidade acima do limite daquela região, de tráfego, seja pelo impacto ocasionado na vítima, que ela foi projetada a uma distância aproximada de 50, 60 metros e fazendo uma comparação com as avarias do veículo, nós, através de uma equação, chegamos a uma determinada velocidade que o veículo estava – explicou o delegado. 

    O casal de professores, Alexandre e Maria Cristina, foram atropelados na orla do Recreio, bairro do Rio de Janeiro, quando estavam a caminho da praia para fazer uma oferenda à Iemanjá, como faziam todo ano. Alexandre morreu na hora e Maria Cristina chegou a ir para o hospital, mas não resistiu dias depois.

    Marcinho foi indiciado por duplo homicídio culposo (quando não há intensão de matar) e pode ter sua pena aumentada por não ter prestado socorro, caso seja julgado como culpado.

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    Fonte: Lance!

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