Perto de renovar acordo por salários em dia, Botafogo tem desafio de levantar recursos

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Está marcada para a próxima quarta-feira, 21 de abril, audiência que deve formalizar a renovação do acordo judicial que garante salários em dia no Botafogo. A autorização se estenderá até o fim deste ano, mas o clube tem desafio de levantar os recursos a serem repassados para os funcionários. 

Com os recursos de agora, espera-se que seja possível pagar toda a folha salarial até junho. Depois disso, novas receitas precisam surgir. Para os meses seguintes, o sindicato da categoria conta com verbas de direitos de televisão do Campeonato Carioca e da Série B. Além de parte dos R$ 3 milhões da venda de Matheus Babi, de outros atletas que forem negociados no período e possíveis patrocínios. 

CEO e dirigentes eleitos têm desafio de aumentar receitas — Foto: Vitor Silva/Botafogo

CEO e dirigentes eleitos têm desafio de aumentar receitas — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Os resultados recentes do time dificultaram o trabalho. O Botafogo tinha a expectativa de avançar ao menos até a terceira fase da Copa do Brasil, que renderia mais R$ 1,7 milhão, e a queda precoce diminui a quantia a ser repassada aos funcionários nos próximos meses. 

Com o rebaixamento para a segunda divisão e a diminuição brusca de direitos de TV, a situação fica ainda mais complicada. O clube projeta menos R$ 100 milhões na arrecadação e contas no vermelho em 2021. 

Nos próximos meses, será avaliada a quantidade de dinheiro a ser repassada aos funcionários. Se não houver o suficiente para quitar toda a folha, quem recebe menos terá prioridade. O teto é de 60 salários mínimos. 

O acordo foi amarrado pelo clube, pelo Sindicato dos Empregados em Clubes, Federações e Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Sindeclubes) e pelo Ministério Público do Trabalho. Com todas as partes em sintonia, a expectativa é que a 75ª Vara do Trabalho do Rio confirme a renovação. 

Com a autorização em mãos, os trabalhadores continuarão com preferência em relação a outros credores que solicitam penhoras na Justiça. O pedido é feito com base na fragilidade financeira do clube e no estado de calamidade resultado da pandemia do novo coronavírus.

Fonte: ge


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