Preterido pelo Botafogo, André se firma como titular do Fluminense

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    Nada como um dia após o outro. Um clichê que ajuda a resumir a temporada de André até aqui. Preterido no início do ano, o volante de 20 anos viu seu nome ser ventilado em possíveis empréstimos para Botafogo e CRB, mas não deixou a peteca cair: aos poucos, superou a desconfiança interna e conquistou seu espaço no Fluminense. Titular nos últimos três jogos, foi, inclusive, o melhor da equipe no empate em 1 a 1 com o Atlético-MG, em São Januário, na última segunda-feira.

    Acostumado não só com a titularidade, mas também com a braçadeira de capitão na base, André estreou nos profissionais em setembro de 2020, no primeiro jogo da quarta fase da Copa do Brasil, contra o Atlético-GO, ainda sob o comando de Odair Hellmann, mas demorou a engatar uma sequência e chegou a “descer” para disputar partidas pelo sub-20 e sub-23 em janeiro.

    Em paralelo, viu Martinelli, seu amigo pessoal e companheiro de posição na “Geração de Ouro” sub-17 em 2018, subir em novembro e, de cara, se firmar como titular.

    Sem muito espaço, André viu suas chances diminuírem ainda mais com a chegada de Roger Machado, desligado do clube no último sábado. O atleta foi titular nas três primeiras rodadas do Campeonato Carioca, sendo que nas duas iniciais o time ainda estava sob o comando de Aílton. No Fla-Flu que marcou a estreia do ex-treinador, o volante foi mantido na equipe, mas sacado no intervalo. E já no jogo seguinte perdeu a posição para Wellington, que havia recém-chegado ao clube.

    Além de Wellington, a comissão tricolor contava com Hudson, que ainda não havia sofrido a grave lesão no joelho, Martinelli e Yago para a posição. Metinho e Yuri ainda estavam no clube, mas também eram pouco acionados.

    O pouco aproveitamento do jogador ligou um sinal de alerta na diretoria: afinal, não seria melhor emprestá-lo para garantir mais “rodagem”? CRBBotafogoforam clubes que sondaram o atleta por empréstimo até o final da Série B deste ano, mas as negociações não avançaram. E a grave lesão no joelho sofrida por Hudson, em maio, fez o Fluminense preferir manter André, por crer que ele poderia passar a receber mais chances na temporada.

    André chegou a ficar exatos três meses sem entrar em campo – de 20 de março a 20 de junho, quando foi titular na vaga de Yago, suspenso na época pelo terceiro cartão amarelo. No período sem atuar, o volante só foi relacionado para duas partidas.

    André seguiu trabalhando e, aos poucos, foi conquistando seu espaço. No início de julho, foi herói do Fla-Flu ao entrar nos minutos finais e marcar o único gol do clássico (veja mais abaixo), o seu primeiro e único como jogador profissional até o momento. E, mais recentemente, assumiu o posto de titular da equipe.

    Desde o jogo contra o Inter, quando deu bela assistência para Yago, André não saiu mais. Apesar dos resultados positivos ainda não terem aparecido, sua entrada, junto ao esquema com três volantes, já deu outro dinamismo ao time.

    Na reestreia de Marcão, o atleta foi mantido no meio de campo e foi o melhor do Fluminense contra o Atlético-MG. Sua boa atuação, inclusive, foi reconhecida e comemorada pelo treinador e também nas redes sociais por parte da torcida, que, muitas vezes, já pedia a entrada do volante com mais frequência.

    – O André foi um caso especial, que em algum momento, até dele mesmo, houve uma dúvida, se vai, se fica… Ele correu atrás, trabalhou demais, mostrou que tinha a capacidade de ficar no grupo e só queria uma oportunidade de mostrar o que ele fez na divisão de base. Hoje, ele está em um grande momento, e a gente aqui só tem que aproveitar – disse Marcão na coletiva pós-jogo.

    Fonte: ge

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