PVC: “Botafogo merece debate mais sério e profundo sobre sua crise e o trabalho necessário para voltar à glória”

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É assustador que Carlos Augusto Montenegro tenha respondido às críticas de Felipe Neto com a afirmação de que o Botafogo não caminha para a falência, mas já está falido. Se ele pensa assim, de fato, deveria ceder seu lugar a outro dirigente capaz de ter um plano para sair do fundo do poço. Toda a gestão do futebol foi calamitosa em 2020, com montagem do elenco sem habilidade nem velocidade e caminhando para o quarto treinador.

Túlio Lustosa diz que vai contratar por convicção. Procurou Roger Machado e ouviu que só pretende retornar no ano que vem, para um trabalho com início, meio e fim.Áudio completo do ex-presidente do Botafogo Carlos Augusto Montenegro 

Túlio Lustosa diz que não ficará refém de redes sociais, o que já pressupõe que a repercussão não será boa. De fato, ele tem razão. Um dirigente não pode contratar ou demitir por causa da pressão da torcida, muito menos da parte que se manifesta pelas mídias.

Esta é a discussão pequena. O Botafogo faz um campeonato ruim, porque montou um elenco desequilibrado e porque vai para seu quarto treinador no ano.

O debate mais importante é macro. Por que o Botafogo convive com problemas fincnaceiros desde a década de 1980, por que foi campeão brasileiro em 1995 devendo cinco meses de salário, como diz Montenegro, por que não consegue ter um projeto de reconstrução? Por que Montenegro fala que o clube já está falido, se sabe que há um projeto paralelo de criação de uma sociedade anônima, que envolve a busca por investidores no exterior?

Porque quer ganhar a eleição, com seu candidato Durcésio Mello.

Então, a discussão do Botafogo voltou para o micro cosmos. 

O projeto inicial da sociedade de propósito específico implodiu, porque, no fundo, os dirigentes queriam que os irmãos Moreira Salles fossem os benfeitores. Que entregassem o galinheiro aos cuidados das raposas. Daí, o projeto que previa o uso de alvinegros endinheirados esgotou-se. Não é simples buscar soluções com fundos internacionais, mas é preciso discutir e entender a viabilidade de um projeto que tire o Botafogo das profundezas. 

Um grande amigo botafoguense costuma dizer que as mídias sociais são uma tragédia democrática e que representam o avesso do debate bem informado. Pois foi isto o que o Botafogo teve nos últimos dois dias. 

É preciso discutir em duas frentes: 1. como evitar o rebaixamento; 2. como fazer o Botafogo voltar a ser protagonista. Uma discussão de curto prazo e outra muito mais profunda. As duas são fundamentais. O que houve no último ataque e contra-ataque servirá muito se alimentar a discussão e os projetos de reconstrução. Se for gritaria digital, não levará a lugar nenhum.

Fonte: Blog PVC

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