Queda conformada e silenciosa: ambiente no Nilton Santos resumiu temporada do Botafogo

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Mais do que o inevitável, o que todos já esperavam aconteceu na noite da última sexta-feira. A derrota por 1 a 0 para o Sport decretou o terceiro rebaixamento da história do Botafogo no Brasileirão. Com tristeza, mas sem surpresa ou ânimos exaltados. O silêncio e o conformismo tomaram conta do Estádio Nilton Santos. 

Antes, durante e depois da derrota, o ambiente não sugeria o jogo de vida ou morte que aconteceu no campo. Em partida de portões fechados por conta da epidemia de coronavírus, o entorno do estádio estava vazio. O único pouco movimento foi do comércio local, mas sem reunião de torcedores. Um grande contingente de policiais militares foi deslocado para o estádio, mas sem necessidade. 

Derrota em casa decretou rebaixamento — Foto: André Durão/ge

Derrota em casa decretou rebaixamento — Foto: André Durão/ge 

Da porta do Nilton Santos para dentro, pareceu uma passagem protocolar. Pouca gente no estádio, corredores tranquilos. Os gritos e xingamentos ficaram mais por conta do time visitante, pilhado com a chance de sair da zona de rebaixamento. Do lado alvinegro, Barroca ficou na beira do campo e falava com os jogadores quase o tempo todo, mas pareceu entregar os pontos com o gol sofrido e alguns outros perdidos pelo Bota. 

Nem mesmo os protestos contra decisões polêmicas da arbitragem foram efusivos. A movimentação pós-jogo também foi tranquila. Não houve conversa longa no vestiário nem demora para deixar o estádio. O presidente Durcesio Mello e o vice Vinicius Assumpção foram embora dez minutos após o apito final.

O mandatário, aliás, já garantiu que não tem o costume de ir ao vestiário conversar com jogadores no intervalo ou depois das partidas. Prefere respeitar o espaço do elenco e da comissão técnica. 

O gerente de futebol Túlio Lustosa deixou o Nilton Santos pouco depois, enquanto os jogadores também saíam. O clima foi de tristeza, mas sem choque ou indignação. Se não acontecesse na sexta-feira, seria na segunda ou na rodada seguinte. Mesmo antes da confirmação, o rebaixamento já era tratado como realidade, inclusive no planejamento para a próxima temporada. 

Próximos passos

Por isso, a noite não foi de papo sério. A não ser o novo diretor de futebol, Eduardo Freeland, os dirigentes deixaram o estádio logo após o apito final. Até porque esse papo já começou há alguns dias. O Botafogo conversa com os atletas que serão dispensados ao fim do Brasileirão, busca reforços e estuda outras mudanças no departamento. A contratação de Freeland é um marco para o processo de reestruturação que a nova direção espera fazer no futebol. 

Treinador tem futuro em xeque — Foto: André Durão

Treinador tem futuro em xeque — Foto: André Durão 

O novo dirigente, aliás, foi quem permaneceu no estádio por mais tempo e acompanhou a entrevista do técnico Eduardo Barroca. Um dos desafios será justamente a definição pela continuidade ou não do trabalho do comandante, que soma uma vitória, um empate e dez derrotas à frente do clube. Os dois não tiveram conversa longa após o jogo, mas a situação já vem sendo debatida nos últimos dias, e uma decisão é aguardada muito em breve. 

Jogo simbólico

Em campo, algumas situações são simbólicas na noite do rebaixamento. Após insistir nos mesmos jogadores durante boa parte da temporada, o Botafogo iniciou o jogo com o Sport com sete pratas da casa e nenhum atleta com mais de 30 anos. O lateral-esquerdo Victor Luis, de 27, era o mais experiente. Coube à garotada a missão de dar a cara e encarar com dignidade o trágico fim. 

Um fato chamou atenção. Ao sair de campo aos 10 minutos do segundo tempo, Victor Luis passou a braçadeira de capitão ao substituto Hugo, que fazia apenas sua segunda partida pelo Botafogo. Na correria para reverter o resultado, o garoto manteve a faixa. O que obviamente não interferiu no resultado, mas não deixa de ser simbólico 

Marcante, também, a presença de Salomon Kalou no jogo do rebaixamento. O atacante, que entrou aos 35 minutos, representa um dos inúmeros equívocos cometidos fora de campo. Maior salário do elenco, o marfinense foi contratado com status de estrela internacional, mas ficou longe de corresponder às expectativas.

Fonte: ge

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