Rede de mentiras: Montenegro, Rotenberg e cia são desmascarados

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Parece que o Botafogo adotou uma estratégia bem semelhante ao que o brasileiro tem vivenciado no seu dia a dia na política nacional. Aos poucos, a torcida do clube vem tomando conhecimento de uma especie de “gabinete da mentira” que foi “montado” dentro de General Severiano, durante a administração de Nelson Mufarrej (uma das piores da história do clube).

No último final de semana, duas das mentiras vieram à tona e balançaram a cartolagem. Pra começar, foi exposto a cláusula do contrato do martinense Salomon Kalou. Carlos Augusto Montenegro e Ricardo Rotenberg (membros do extinto “comitê gestor”) haviam afirmado que o contrato de Kalou previa uma rescisão ao fim do Brasileiro (fevereiro), o que não é verdade. O contrato do jogador com o clube prevê o fim do vínculo só no final de 2021. A cláusula que poderia favorecer a quebra do contrato não foi colocada por Ricardo Rotenberg na ocasião. Rotenberg, lembrando, acumulava cargos no clube, como de vice comercial e de marketing.

O salário de Salomon Kalou gira em torno de R$ 300 mil e R$ 400 mil por mês, e é um dos maiores salários do elenco. Salário esse que não é nada equivalente ao desempenho do marfinense no clube. Porém se a nova diretoria quiser dispensar o jogador, será preciso negociar diretamente com o representante do jogado, isto é, terá que “desenrolar” possivelmente uma indenização ao atleta.

A segunda diz respeito ao apoiador Cícero, contratado em 2019. Assim como é o caso do Kalou, os cartolas responsáveis também mentiram sobre o contrato. O gerente na época era Anderson Barros e o vice de futebol Gustavo Noronha. O contrato assinado previa três anos de validade com um salário bem alto, e que poderia ser rescindido caso o clube fosse rebaixado. Porém, com o desempenho do time no Brasileiro só ladeira abaixo, os cartolas resolveram reduzir o salário do atleta. Isto significa que o clube perdeu a condição inicial do final do vínculo.

Cícero foi afastado e reintegrado duas vezes na mesma temporada. Um absurdo

Pra piorar, toda essa negociação foi obra do tão aclamado “comitê gestor” na época. E tamanho “profissionalismo” era desse comitê que chegou afastar o Cícero por duas vezes, reintegrando logo após. Cícero continuou recebendo sem trabalhar. E se a a atual diretoria quiser dispensar o jogador, a exemplo de Kalou, também terá de negociar diretamente com o representante do jogador.

O comitê foi desfeito, mas ele foi responsável por mandar e desmandar no futebol profissional durante a maior parte do ano passado. E, além de mentiroso, eram medíocres no quesito planejamento.

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