Remador Lucas Verthein vibra com feito em Tóquio, cresce nas redes sociais e sonha com medalha em Paris

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O remador do Botafogo Lucas Verthein, de 23 anos, simplesmente fez história no Remo brasileiro com sua primeira participação em jogos olímpicos. Nas olimpíadas de Tóquio, foi eliminado na semifinal da categoria skiff individual (single skiff), participou da final B, cujo desempenho o credenciou para 12ª colocação geral do torneio.

Resultado que não deixou de ser feito inédito para modalidade e ajudou Lucas a superar o resultado de Anderson Nocetti, o “Macarrão”, que nos Jogos de 2008, em Pequim, terminou em 13º lugar.

“Acredito que meu resultado foi muito positivo. Levando em conta a idade em que estou, sendo minha primeira Olimpíada e estar no top 12 é algo grandioso. Tanto que foi o melhor resultado do Brasil na história do single skiff masculino. Para chegar a essa final A o que falta é experiência, melhorar meus tempos e espero com mais apoio e suporte para ter o melhor resultado”, analisou, em entrevista exclusiva ao Yahoo Brasil.

Na Olimpíada sediada na capital japonesa, Lucas Verthein acumulou sequência de bons resultados nas fases iniciais, que o colocaram na disputa da semifinal frente ao italiano Gennaro Di Mauro, norueguês Kjetil Borch, lituano Mundaugas Griskonis e do croata Damir Martin.

Em Tóquio, Lucas fez o percurso de 7m02s87, insuficiente para conquista a vaga na final e disputar a medalha olímpica. Sonho que está programado para os Jogos de 2024 em Paris.

Visibilidade

Medalhista de bronze no Mundial de Rotterdam, na Holanda, também pelo modo single skiff no ano de 2016 com apenas 17 anos, Lucas sente que a sua aparição em Olimpíada influenciou para conseguir novos patrocínios e fãs nas redes sociais.

“O meu resultado nas Olimpíadas teve um impacto grande nas redes sociais, tanto no Instagram quanto no Twitter, o número de seguidores cresceu exponencialmente. Por ora fui selecionado numa lista de 500 atletas olímpicos de todo o mundo e de todas as modalidades para o programa de apoio às viagens da Airbnb. Espero em breve fechar mais acordos e que estes projetos deem bons frutos”, admitiu.

2024

O ciclo para os jogos de Tóquio foi com duração de cinco anos e atrelado a pandemia do coronavírus. Para disputa na capital francesa será apenas em três, que para Verthein altera em nada e, principalmente, trata-se como questão de motivação em cada sessão de treinamento.

“Em princípio nada muda. Acho até que um ciclo de três anos é ainda mais motivador. Tendo um ano a menos você sabe que precisa se preparar mais e se dedicar mais ainda do que aquilo que você acha que é o seu limite. Um ano a menos de preparação significa mais pressão também, mas com essa entrega maior você tem que quebrar suas próprias barreiras e seus próprios limites”, concluiu.

Acostumado a fazer história

Apesar de ter apenas 23 anos, Lucas Verthein é um remador que conseguiu grandes feitos para o esporte brasileiro. Além de ter feito história em Tóquio, anteriormente, conseguiu também a façanha de ser medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019. Na ocasião, disputou na categoria skiff duplo ao lado de Uncas Tales Batista. 

Fonte: Yahoo

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