Responsável por novo modelo de S/A do Botafogo tem dívidas cobradas na Justiça

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A vida de quem está capitaneando credores para o projeto de salvação financeira do Botafogo, transformando o clube em S/A, não está nada fácil. Especialmente para o líder do projeto, Gustavo Almeida Magalhães. O blog apurou que o economista é atualmente alvo de quatro processos de cobranças de dívidas que somam R$ 6,4 milhões. O clube emitiu nota (veja íntegra no fim do texto) alegando que “o aval para eventual contrato será de responsabilidade, única e exclusivamente, do presidente”. 

Os processos tramitam em varas cíveis do Tribunal de Justiça do Rio e são decorrentes de ações de execução por não pagamento de empréstimos pessoais, dívidas em banco e até pelo não pagamento de cartão de crédito. 

Botafogo sofre com projetos de reestruturação financeira que não decolam  — Foto: infoesporte

Botafogo sofre com projetos de reestruturação financeira que não decolam — Foto: infoesporte 

A maior delas se refere a um contrato de mútuo feito por Gustavo com um antigo parceiro comercial, Luiz Otávio de Almeida Carneiro. Segundo afirmam os advogados na inicial do processo, entre os anos de 2017 e 2018, Gustavo pegou emprestado com Luiz R$ 1,5 milhão e R$ 1,6 milhão em duas datas, conforme contratos anexados na ação. Os valores deveriam ser pagos seis meses depois de cada empréstimo. As quantias, no entanto, narra o credor no processo, não foram pagas e Luiz entrou com ação cobrando R$ R$ 5 milhões em outubro de 2019. 

Gustavo se defende na Justiça afirmando que Luiz não lhe emprestou o dinheiro. Segundo ele, a quantia seria usada pelos dois em uma “parceria comercial” que não deu certo. Embora a transação tenha sido feita em formato de empréstimo, fato que não é negado por Gustavo, tinha o objetivo de parceria, narra o economista. Ele também move ação contra a empresa de Luiz (Loac Serviços Financeiros LTDA) argumentando que fora usado pelo ex-amigo e seu irmão, Antônio José de Almeida Carneiro, ex-controlador da construtora João Fortes Engenharia. 

Na ação, Gustavo afirma que o seu ex-parceiro age “em conflito de interesses” para provocar um “prejuízo incomensurável”, e que a ação de cobrança é “verdadeira chantagem buscando enfraquecer o Executado”. 

As duas ações, de Luiz contra Gustavo e vice-versa, correm na 26ª Vara Cível do Rio. 

Dívidas em banco

Além desta cobrança, o responsável por angariar credores para o Botafogo sofre três ações por não pagamento de valores junto ao Bradesco, onde tem conta corrente. 

Na 44ª Vara Cível, Gustavo é acusado de não pagar suas faturas de cartão de crédito que somavam, em março do ano passado, R$ 141 mil

Na 10ª Vara Cível, o Bradesco afirma que o economista pegou um empréstimo no valor de R$ 773.305,96, se comprometendo a pagar em 48 parcelas, mas não teria feito um pagamento sequer. O valor total cobrado por esta dívida era, em fevereiro do ano passado, de R$ 890 mil

E por fim, na 3ª Vara Cível, Gustavo responde como responsável pela empresa Ático Consultoria Empresarial LTDA. O banco cobra o economista pelo não pagamento de outro empréstimo no valor atualizado de R$ 396 mil, à época do início da ação. Ajuizada em janeiro do ano passado, a inicial narra que Gustavo pagou apenas parte de uma das 36 parcelas contratadas.

Procurado pelo blog, Gustavo Magalhães disse que: 

“Eu não sou dirigente do Botafogo e nem serei executivo da S.A. Nesse momento difícil estou ajudando a estruturar a nova empresa e atrair investidores. Quanto a processos em andamento que envolvam a minha pessoa, não faço comentários respeitando os tramites judiciais”. 

Os advogados da LOAC foram procurados e não quiseram se manifestar. O Botafogoemitiu a seguinte nota na manhã desta sexta-feira:

“O projeto da S/A está avançando com boas perspectivas de sucesso. Na parte comercial, há três entidades distintas em processo de captação, sendo assessoradas por outras empresas: uma da área financeira e um escritório de advocacia de São Paulo. Há ainda apoio do Departamento Jurídico do Botafogo e de um escritório terceirizado no Rio de Janeiro.

O aval para eventual contrato será de responsabilidade, única e exclusivamente, do Presidente do Clube, que acompanha atentamente todas as iniciativas em curso”.

Fonte: ge

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