Retrospectiva: Veja 20 momentos marcantes do Botafogo na década

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O ano de 2011 não foi bom para o Botafogo. Com eliminações precoces no Campeonato Carioca e na Copa do Brasil, a equipe se recuperou após uma mudança no comando e fez um grande Campeonato Brasileiro. Porém, tudo foi por água abaixo nas rodadas finais: lutando pela Libertadores, o Alvinegro teve uma sequência de derrotas nos últimos oito jogos e ficou fora da competição internacional.

Em 2012, uma alegria. Uma das maiores contratações da história do Botafogo e do futebol brasileiro: após sair do Milan, Clarence Seedorf acertou com o Alvinegro. O holandês foi recebido com festa no aeroporto e no então Engenhão.

Sob a batuta do novo camisa 10, o Botafogo foi campeão do Campeonato Carioca em 2013. Comandado por Oswaldo de Oliveira, a equipe ainda contava com nomes como Lodeiro, Jefferson e Rafael Marques.

O clube, porém, teve um baque em 2013. Por ordem de Eduardo Paes, então prefeito do Rio de Janeiro, o Engenhão, estádio do Botafogo, foi interditado pela Prefeitura. A justificativa era de que o estádio tinha rachaduras e falhas no teto. O Alvinegro “perdia” a sua casa.

Mesmo sem o Engenhão, o time do Botafogo deu conta do recado. Jogando no Maracanã, o Alvinegro terminou na quarta colocação no Campeonato Brasileiro de 2013 e garantiu uma vaga na Taça Libertadores, competição que não disputava desde 1996.

O time do Botafogo perdeu muitas peças de 2013 para 2014, mas isso não foi suficiente para a torcida deixar de acreditar. Em 2014, uma festa e um mosaico marcaram o retorno do Alvinegro à Libertadores. Em casa, vitória por 4 a 0 sobre o Deportivo Quito-EQU.

O decorrer de 2014 não foi bom, por outro lado. O Botafogo foi eliminado na fase de grupos da Libertadores, teve o treinador Eduardo Húngaro demitido e começou mal no Brasileirão. Para piorar, o presidente Maurício Assumpção havia demitido Emerson Sheik, Bolívar, Júlio César e Edílson, quatro líderes do elenco, o que gerou um desconforto interno.

Entre idas e vindas, demissões e falta de planejamento, o final dificilmente seria diferente: o Botafogo terminou 2014 rebaixado para a segunda divisão, na penúltima posição do Campeonato Brasileiro.

Com o fim do turbulento mandato de Maurício Assumpção, Carlos Eduardo Pereira, do grupo “Mais Botafogo”, assumiu como presidente no começo de 2015. Na Série B, a palavra da vez era reconstrução.

De forma até tranquila, o Botafogo foi campeão da segunda divisão em 2015. O destaque na campanha foi Jefferson, que, mesmo com propostas de equipes da Série A, preferiu ficar para ajudar o Alvinegro em um momento complicado.

Em 2016, o ex-presidente Maurício Assumpção foi expulso do quadro social do Botafogo. Por conta de irregularidades na gestão, ele foi o primeiro presidente da história do clube a ser expulso da instituição.

Em campo, 2016 teve um final feliz. O Botafogo lutou contra o rebaixamento na parte inicial do Brasileirão, mas depois da saída de Ricardo Gomes e a chegada do então interino Jair Ventura como treinador, o Alvinegro fez uma campanha de G4, se recuperou e terminou em quinto, garantindo vaga na Libertadores do ano seguinte.

A Libertadores de 2017 trouxe um time aguerrido. O Botafogo, que começou a competição da segunda fase eliminatória, eliminou cinco campeões pelo caminho, mas caiu para o Grêmio nas quartas de final. Uma campanha que é vista com orgulho pela torcida.

Ano novo, presidente novo: em 2018, Nelson Mufarrej assumiu a cadeira mais alta do Botafogo. Também do grupo “Mais Botafogo”, ele foi o candidato apoiado por Carlos Eduardo Pereira, vice-presidente da chapa.

Assim como CEP, Mufarrej também foi campeão no primeiro ano de mandato. O Botafogo levantou o Carioca de 2018 de forma dramática: perdia para o Vasco até os 48 minutos do segundo tempo, quando Joel Carli marcou o gol da vitória. Nos pênaltis, Gatito Fernández pegou duas cobranças e o Alvinegro comemorou.

Em 2018, o Botafogo também deu um passo importante para o próprio futuro: Mufarrej assinou uma escritura para a aquisição do Espaço Lonier, em Vargem Pequena, para ser o futuro CT do Alvinegro. Até hoje, contudo, o espaço passa por obras e não foi utilizado por nenhuma categoria do Glorioso.

O segundo semestre de 2018 foi fraco: eliminação precoce na Sul-Americana e campanha sem brilhos no Brasileirão. Mesmo assim, terminou de forma emotiva: com a despedida de Jefferson, que se aposentou diante dos torcedores no Estádio Nilton Santos. O goleiro é o terceiro jogador que mais vestiu a camisa preta e branca.

2019 foi outro ano de poucas emoções dentro de campo. Fora das quatro linhas, um acontecimento marcou a história do clube: em dezembro, os conselheiros votaram e aprovaram o projeto de profissionalização do departamento de futebol do clube, a Botafogo S/A, que traria investidores para quitar as dívidas a curto prazo do Glorioso e investir no futebol.

Depois de Seedorf, o Botafogo voltou a contratar jogadores de nível mundial em 2020. Keisuke Honda e Salomon Kalou foram as apostas da diretoria para a temporada. Em campo, contudo, a dupla não se entendeu muito bem – principalmente o marfinense, com, até aqui, uma passagem apagada no Brasil.

O que foi esperança em 2019, se tornou decepção no ano seguinte: durante uma coletiva de imprensa, Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente e membro do Comitê Gestor, anunciou que o primeiro projeto da Botafogo S/A havia fracassado por não ter conseguido o dinheiro suficiente. O Alvinegro havia começado um Plano B, liderado por Gustavo Magalhães, com foco para 2021.

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Fonte: Lance

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