Saiba quem é Matheus Frizzo, a promessa de R$ 500 milhões do Grêmio a caminho do Botafogo

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Uma promessa com só um jogo pelo Grêmio, mas que os gaúchos amarram a sete chaves. Esse é Matheus Frizzo, volante canhoto que deverá jogar pelo Botafogo em 2021. Aos 22 anos, o jogador chega após boa Série B pelo Vitória e tenta deslanchar pela primeira vez em um dos maiores clubes do país. 

Matheus foi contratado pelo Grêmio em 2018, aos 19 anos. Chegou após três temporadas no São Paulo, onde jogou no sub-17 e no sub-20. Em Porto Alegre, participou do time de transição, mas não convenceu o técnico Renato Gaúcho: fez apenas uma partida no fim do Brasileirão de 2019.

A falta de espaço com Renato tem a ver com a pouca idade, mas principalmente com a subida de Matheus Henrique e Darlan, se firmando no profissional. O treinador ainda tinha outras opções à frente como Maicon, Thaciano e Lucas Silva. 

Apesar do pouco espaço, o volante foi valorizado pelo clube tricolor. Em 2020, renovou contrato com multa rescisória para o exterior de 80 milhões de euros (quase R$ 520 milhões na cotação atual). Foi emprestado para o Atlético-GO, mas não se adaptou e fez somente cinco partidas. 

Passou o segundo semestre no Vitória e agradou. Jogou 17 rodadas da Série B, 14 como titular. Saiu de Salvador deixando a impressão de um volante moderno, de boa dinâmica e bom toque na bola. Teve média de 57 passes e 88% de aproveitamento por jogo. 

O Leão tentou segurar o volante para a temporada que vem, mas o jogador quer se testar na pressão de um clube de mais torcida. Com as bases acertadas, o volante espera pelo sinal do Bota para sair de São Paulo rumo a General Severiano e assinar um contrato até o fim de 2021. 

Versátil, Matheus se encaixa no perfil buscado pelo Botafogo

Apesar de atuar como volante, Matheus Frizzo tem passagens por outros setores do campo na base. Já jogou na lateral esquerda pelo Corinthians e, no São Paulo, fez sucesso com a camisa 10 tendo como maior inspiração o meia Kaká, também revelado pelo tricolor paulista. 

Foi Kaká, inclusive, que o o levou à Cotia, pelo menos indiretamente. Em 2014, ainda com 15 anos, o jovem, que estava no Corinthians, se envolveu em uma polêmica ao postar em uma rede social que estava ansioso pela apresentação do ídolo que havia sido repatriado pelo clube do Morumbi. 

A situação não pegou bem, ele acabou sendo afastado e, mesmo depois de reintegrado, foi parar no São Paulo. No fim deu tudo certo, e a camisa tricolor caiu muito bem em Matheus, que se destacou nos anos seguintes. Com dez gols na temporada 2016, o meia arrebentou na Copinha de 2017 ao balançar as redes quatro vezes em quatro jogos, mas o time acabou eliminado precocemente. 

Matheus Frizzo se destacou com a camisa 10 na base do São Paulo — Foto: Heitor Esmeriz/ge

Matheus Frizzo se destacou com a camisa 10 na base do São Paulo — Foto: Heitor Esmeriz/ge 

No período, mostrou talento em uma posição que é muito carente no Botafogo hoje, a criação. Foi campeão de duas Copa Ouro, dois estaduais, duas Copa RS e uma Copa do Brasil Sub-20. No Corinthians, já havia conquistado a Lion Cup City e o Campeonato Paulista, ambos pela categoria sub-15. 

Fora de campo, Frizzo também é dedicado e se mostra um jogador diferenciado. O volante fez faculdade de gestão financeira e se formou ainda em 2017. 

Chega ao Botafogo depois de adquirir bagagem no futebol profissional, com passagens por Grêmio, Atlético-GO e Vitória. Matheus Frizzo se encaixa no perfil buscado pelo clube carioca, que quer reforçar o elenco com atletas que tenham tido experiência na Série B.

Rodrigo Santana, repórter do ge em Salvador

“Contratado no final de outubro, Matheus Frizzo não demorou muito tempo para conquistar espaço no Vitória, tanto é que ele fez sua estreia dois dias depois de ser anunciado. Volante com um bom passe, ele disputou 17 jogos na Série B, 14 deles como titular, e agradou à diretoria rubro-negra e ao técnico Rodrigo Chagas, que lutaram pela sua permanência na Toca do Leão, até ele se acertar com o Botafogo”.

Lucas Bubols, repórter de ge em Porto Alegre

“O Frizzo chegou com uma expectativa alta por ser uma boa geração. Veio para o time sub-23, super elogiado já por ser da “fábrica de volantes do Grêmio”, com Wallace, Arthur, Matheus Henrique, Darlan etc.

Dos jogos que pudemos ver e treinos pré-pandemia, o Frizzo é um jogador técnico, com bom passe curto, médio e longo. Sempre busca a bola no centro do campo. Em inúmeros treinos ele colava no Maicon pra pedir dicas de como se portar fisicamente em campo, como receber a bola, para onde dar o primeiro passe e tal. Ele é fã do Maicon.

É difícil apontar defeitos, mas ele não tinha um poder de marcação tão grande, um físico não tão forte e chutava pouco ao gol nos treinos coletivos e nos jogos do time B que eu vi”.

Fonte: ge

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