Sem atuar desde 2019, Maicosuel aguarda nova chance: “não me aposentei”

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“Eu não me aposentei”. Longe dos gramados desde junho de 2019, quando deixou o Paraná Clube, o meia Maicosuel aguarda uma nova oportunidade. Aos 34 anos, ele treina por conta própria, indica que ainda não pensa em pendurar as chuteiras e coloca à mesa a possibilidade de assinar um contrato por produtividade, caso apareça “alguma coisa que agrade”.

Em conversa com o UOL Esporte, o jogador diz que já não acompanha mais futebol como antes e aponta que pensa em voltar a atuar “não pelo dinheiro, por fama”, mas com o intuito de ajudar. Ele lamentou o rebaixamento do Botafogo, lembrou a passagem pelo Atlético-MG e afirmou ser grato a todos os clubes que defendeu.

“Estou treinando [em São Paulo, onde está morando], esperando acontecer alguma coisa, mas estou bem na minha. Estou jogando bola no final de semana com meus amigos, tendo uma vida normal. Estou treinando sozinho na academia. Corro na esteira e faço os ‘treinozinhos’ que fazia nos clubes”, disse.

Maicosuel começou no Paraná e tem no currículo clubes como Cruzeiro, Palmeiras, Botafogo, Hoffenheim (ALE), Udinese (ITA), Atlético-MG, Al Sharjah (Emirados Árabes Unidos), São Paulo e Grêmio.

Desde a saída do Galo, em 2017, porém, conviveu com lesões e não conseguiu se firmar. A última partida disputada foi em fevereiro de 2019, quando, pelo Paraná, entrou no decorrer do duelo com o Londrina, pelo Campeonato Paranaense.

“Eu não me aposentei, mas também não estou procurando clube. Estou esperando aparecer alguma coisa. Estou tranquilo, se aparecer alguma coisa que agrade, vamos lá. O principal objetivo é poder ajudar o clube que vier a me contratar. Não quero estar lá só por dinheiro ou algo do tipo.”

Apesar da vasta experiência, o jogador sabe que hoje, no mercado da bola, tem um status de “aposta”.

“Não vou ajudar o clube tirando dinheiro e sem dar algo em troca. Sempre deixo isso claro, porque muita gente maldosa diz que só joguei por dinheiro. Eu carrego isso comigo, de querer ajudar, escrever nome na história do clube. Eu acho isso muito bonito e que preservo. Quero ajudar em campo, com minha experiência. Eu sei que hoje sou uma aposta e entendo perfeitamente a necessidade de um contrato de produtividade”, apontou o meia, que completou:

“[Dinheiro] Não é o principal. Dinheiro todo mundo quer, é óbvio. Vou sair do meu Estado para um outro, tenho gasolina para pagar, escola das minhas filhas. Mas quero ir para ajudar, não pelo dinheiro. O clube vai me ajudar abrindo as portas e eu tenho que retribuir dentro de campo.”

Maicosuel fez questão de demonstrar carinho pelas camisas que já vestiu ao longo da carreira, mas não esconde o sorriso ao lembrar do Botafogo e do Atlético-MG.

“Seria ingratidão falar de um clube só. Além do Botafogo, gostei bastante do que vivi no Atlético-MG. Ganhamos vários títulos, lá. O grupo era muito bom e era muito gostoso participar de tudo aquilo.”

Fonte: UOL

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