Sem salários garantidos até o fim do ano, Botafogo tem cautela para contar com Rafael

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Botafogo e Rafael sentarão frente à frente nesta segunda-feira para a reunião definitiva sobre a possibilidade do futuro do jogador ser dentro ou fora do Nilton Santos. Conforme a declaração do CEO Jorge Braga, que o clube divulgou na noite do último domingo, o esforço será para que se encontre uma forma de adequar o jogador ao orçamento disponível. 

Uma das principais razões para a cautela dos dirigentes é que o Botafogo ainda não tem dinheiro garantido para o pagamento dos salários até o fim do ano. Com o que tem hoje, acertar a contratação do lateral-direito para o restante da temporada sem uma diminuição considerável dos valores pedidos (ou um acréscimo substancial no que tem em caixa) seria colocar em risco o que a gestão sempre tratou como seu camisa 10: salários em dia.

Na nota oficial, Braga disse que, para poder chegar ao que o jogador pede, serão necessárias duas ações. Além das “duras medidas internas” para garantir o compromisso com o orçamento, como “liberar e buscar acordos com atletas que estão fora dos planos para a sequência da temporada”, o clube também precisa contar com doação de botafoguenses ilustres – por mais que a diretoria considere não ser o ideal, diz que está disposta a abrir uma exceção para Rafael. 

Relação semelhante aconteceu com a compra dos direitos de Chay, quando o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro auxiliou no pagamento pedido pela Portuguesa-RJ. Desta vez, dois torcedores ilustres se prontificaram a ajudar em postagens nas redes sociais: o influenciador Felipe Neto e o ator Marcelo Adnet.

Internamente a qualidade de Rafael é inquestionável e há o consenso de que ele seria um excelente reforço para o Botafogo com a quase certeza de titularidade. A dúvida de alguns membros da diretoria é se há a necessidade de contar com o jogador neste momento que o clube busca se reestruturar financeiramente. Faz nem um ano que Honda e Kalou chegaram com a esperança de dar retorno em marketing e pouco fizeram dentro de campo. A preocupação é buscar uma forma que não haja uma engenharia financeira com tamanho risco. 

Com pouco dinheiro em caixa, o clube analisa se a presença do lateral-direito é o que o time precisa para subir. Com 25 pontos dos últimos 30 disputados, a boa fase mostra que talvez a presença do lateral não seja essencial para o acesso. Como o último jogo dele foi em maio, também precisaria de um tempo para entrar em forma e pegar ritmo de jogo. Porém, há o receio de perder uma grande oportunidade de mercado – e correr o risco de ver o jogador brilhar por outro clube no mercado nacional.

A cautela exibida pelo Botafogo na negociação está até mesmo sobre o que fazer caso não suba para a Primeira Divisão. O ideal para o clube era que Rafael comprasse o projeto de reerguer o time do coração para a elite brasileira mesmo ganhando menos. Não é segredo para ninguém que ele é um jogador que tem mercado na Série A e poderia ganhar mais em outras equipes.

Outra preocupação está na possibilidade de a chegada do jogador gerar um efeito dominó entre os atletas que estão em processo de renovação de contrato. O acerto com Rafael pode resultar em outros jogadores também pedindo um pouco mais na hora de estender o vínculo com o clube.

Não se questiona a qualidade da contratação. Apesar de todos os cortes que fez, o clube ainda gasta mais do que arrecada e busca novas receitas. Mas não conta com os ovos dentro da galinha justamente para evitar que momentos de empolgação sejam um problema no futuro.

Fonte: ge

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