Site: “Não há superstição que salve o Botafogo, eliminado da Copa do Brasil para o ABC”

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O torcedor botafoguense começou a temporada 2021 de maneira óbvia: machucado, lambendo as feridas da campanha de 2020, a pior na história do clube. O Alvinegro foi rebaixado à Série B do Brasileirão apresentando o desempenho mais regular dentre as equipes do certame: era a única em que vencer era um tabu. Muita coisa mudou na instituição desd eentão: presidente novo, treinador novo e muitos jogadores novos. O que não mudou? O Botafogo continua sentindo o gosto das decepções.

Nesta quarta-feira (14), o Alvinegro perdeu para o ABC, em Natal, na disputa de pênaltis e foi eliminado na segunda fase da Copa do Brasil. Maycon Douglas foi o autor do gol para os donos da casa no tempo regulamentar, ainda no primeiro tempo, e na última jogada da segunda etapa o time treinado por Marcelo Chamusca igualou com Gilvan. Nas disputas alternadas, foram dois erros do Botafogo. Aparentemente um calo eterno na chuteira botafoguense, a Copa do Brasil segue como plataforma de resultados ruins para o clube da Estrela Solitária.

E pensar que dentre estes 11 jogos oficiais realizados até aqui nesta temporada 2021, foi justamente a Copa do Brasil que deu aos botafoguenses um pequeno respiro de alegria em meio a sua realidade sufocante: a goleada por 5 a 0 sobre o Moto Club, partida marcante para o jornalismo por ter contado com a voz de Renata Silveira, a primeira mulher a narrar partidas de futebol para o Grupo Globo. Renata narrou e, como já havia mostrado em outras emissoras, o fez muito bem – deixando evidente o óbvio, vedado apenas pela cultura machista incrustada na sociedade e no futebol, de que gênero não é o que dita a competência.

As duas novidades, a narração de Renata combinando com uma goleada alvinegra, geraram memes. “Você recebeu a narradora da sorte”, comemoraram os botafoguenses nas redes sociais na ocasião, relacionando o triunfo à presença da voz que contou a história daqueles cinco gols. O Botafogo é, historicamente aqui no Brasil, conhecido como um clube supersticioso, fama que passou a carregar por causa de Carlito Rocha, um de seus presidentes mais emblemáticos. Esta narrativa talvez tenha seguido com os alvinegros, por anos adentro, mais por algum tipo comodismo, uma vez que qualquer torcedor ou profissional do futebol tem suas superstições.

Se as superstições decidissem a boa fortuna do Alvinegro, ele não estaria dede 1995 sem um título nacional de primeira grandeza. Ou, pelo menos, não teria sido rebaixado três vezes à segunda divisão do nosso futebol. O Botafogo atual, comandado por Marcelo Chamusca, terá um caminho árduo para se mostrar competitivo na Série B 2021 antes de pensar na possibilidade de acesso para a elite. Os primeiros sinais já não animavam muito e a evolução do time, em que pese o cenário adverso do calendário trucidado neste cenário de Covid, também vai passando longe das apresentadas por Cruzeiro e Vasco – os outros dois gigantes que estarão na Série B 2021.

Contra o ABC o Botafogo se entregou. Acreditou até o final para empatar, mas perdeu nos pênaltis. Renata Silveira narrou a história do jogo com a competência que vem apresentando, e que vai lhe rendendo merecidos elogios. Mas nem a voz de 50 Renatas Silveiras, ou da próxima superstição que aparecer, poderia ajudar um time que, simplesmente, carece, e não é de hoje, do básico para gerar boas expectativas: qualidade.

Talvez o botafoguense seja considerado o “mais supersticioso do Brasil” porque acredita em qualquer coisa apenas para manter acesa a crença de que algo de bom possa acontecer. No entanto, não será a superstição que vai salvar o Botafogo de sua realidade.

Fonte: Goal

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