Testemunhas relatam que carro de Marcinho, ex-Botafogo, estava em alta velocidade e arrastou corpo da vítima; defesa nega

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Após o lateral-direito Marcinho e o pai do jogador, Sergio Lemos de Oliveira, prestarem depoimento na última segunda-feira, o delegado Alan Luxardo, que comanda as investigações sobre o atropelamento do dia 30 de dezembro, ouviu testemunhas que presenciaram o acidente. E, de acordo com o advogado das vítimas, André Nascimento, os relatos contradizem o depoimento do condutor do veículo.

A informação inicialmente foi publicada pela CNN Brasil e confirmada pelo ge. Outras testemunhas ainda serão ouvidas nesta quarta-feira.

O ex-jogador do Botafogo atropelou um casal de professores na noite do último dia 30 e não prestou socorro. Uma das vítimas morreu no local. Segundo os relatos das testemunhas, o veículo estava a aproximadamente 120 km/h e ainda teria passado por cima do corpo da vítima fatal, arrastando-a por alguns metros.

Alexandre Silva de Lima morreu no local, e Maria Cristina José Soares foi internada em estado grave no Hospital Lourenço Jorge. Maria, que tem 66 anos, foi transferida para o Hospital Vitória, onde se recupera de uma cirurgia nas duas pernas realizada no último domingo e encontra-se no CTI. Sua situação se complicou, e ela precisou ser intubada. Além de André Nascimento, ela também é representada pelo advogado Márcio Albuquerque. 

Segundo Nascimento, uma das testemunhas ouvidas pelo delegado Luxardo relatou que estava dirigindo em velocidade de aproximadamente 70 km/h pela Avenida Lúcio Costa, no Recreio, quando foi ultrapassada pelo veículo de Marcinho, que “vinha costurando com uma velocidade de aproximadamente 120 km/h”. Após o atropelamento, a testemunha disse ter tentado seguir o jogador, que fugiu sem prestar socorro, mas não conseguiu em razão de um outro veículo mais lento à frente.

Marcinho, ex-Botafogo, e o pai Sergio Lemos de Oliveira saem da delegacia ao lado do carro do acidente — Foto: Davi Barros / ge

Marcinho, ex-Botafogo, e o pai Sergio Lemos de Oliveira saem da delegacia ao lado do carro do acidente — Foto: Davi Barros / ge 

Já outra testemunha afirmou que pessoas tentaram seguir Marcinho, “mas não conseguiram devido à velocidade da fuga”. Em outro depoimento, a testemunha diz que a vítima fatal “ficou presa na parte frontal do veículo, sendo arrastada até que se soltou, ocasião em que o veículo acabou passando por cima da vítima, já no solo”. 

Uma terceira testemunha ouvida relatou que havia duas pessoas além de Marcinho no carro. Segundo ela, essas pessoas pegaram um táxi e “estavam retirando bebidas de dentro do Mini Cooper e passando para o táxi”. 


Defesa nega relatos de testemunhas

Ao ge, Gabriel Habib, um dos advogados de defesa de Marcinho, negou que o jogador estivesse a uma velocidade superior a 70 km/h. Ele afirmou ainda que não existe nenhum táxi na história. 

– Na praia tem radar, a velocidade máxima permitida é de 70 km/h, ninguém dirige ali às 8 horas da noite a 120 km/h, ninguém faz isso. O Marcinho mora ali há 20 anos, é o caminho diário dele, ele passa ali todo dia a 50, 60, 70 km/h. Não passa disso. É impossível, 8 da noite, estava cheia a praia. Quem disse que ele estava a 120, como aferiu a velocidade? Tinha algum aparelho para medir ou foi pelo olho? Se ele estava acima de 70, em algum momento ele foi multado. Onde está a multa? 

Ele também confronta a versão de que a vítima fatal foi arrastada pelo veículo: 

– A vítima não foi arrastada. Ele atingiu a mulher nas pernas e em cheio a vítima que morreu, então a vítima foi lançada para frente. Ele não a arrastou por vários metros, como estão dizendo por aí, não passou com o carro por cima da vítima. Pelo contrário, por conta do impacto a vítima foi projetada para frente. E uma testemunha disse que alguém ajudou a tirar ele de dentro do carro e ele entrou num táxi. Isso não existiu. Não tem táxi em toda a história do fato como aconteceu. 

O advogado ainda afirmou que as vítimas atravessaram fora da faixa de pedestres e que Marcinho está oferecendo assistência à família, que não aceitou. 

– Eles atravessaram fora da faixa de pedestres. Ali tem um recuo, onde os carros ficam estacionados em frente à praia, então o casal saiu do meio dos carros para atravessar para os quiosques em direção à areia, sendo que ali não tem sinal e tinha uma faixa de pedestres antes e uma depois. O casal atravessou entre uma faixa e outra, estava escuro, as vítimas se colocaram em risco. Infelizmente ele morreu e ela está hospitalizada. Ninguém está feliz com isso. O Márcio está dando toda assistência à família, mas a família está negando essa assistência. Todos os dias entramos em contato. Entendemos a dor da família.

Fonte: ge

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