TJPR decide que Cristiana Brittes irá a júri popular pelo homicídio do jogador Daniel, ex-Botafogo

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Os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiram por unanimidade, na noite desta quinta (20), que Cristiana Brittes irá responder pelo homicídio do jogador Daniel Corrêa Freitas no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O pedido de apelação foi feito pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) em relação à decisão da juíza Luciani Regina Martins de Paula, da Vara Criminal de São José dos Pinhais. A data do júri não foi definida ainda.

Cristiana é mulher de Edison Brittes, reú que confessou ter matado o ex-jogador em outubro de 2018. Em nota, os advogados de defesa de Cristiana afirmaram que vão recorrer porque existe “jurisprudência pacífica no Superior Tribunal de Justiça (STJ)” para que Cristiana não responda por homicídio.

No mesmo julgamento, os desembargadores negaram um pedido da defesa para Edison Brittes responder em liberdade. Ele é o único réu preso do processo desde novembro de 2018. A  1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná também decidiu retirar o crime de fraude processual para quatro dos sete reús.

O crime

O corpo do Daniel Corrêa foi encontrado por moradores em uma área de mata na cidade de São José dos Pinhais no dia 27 de outubro de 2018. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado. O jogador foi revelado pelo Cruzeiro, mas teve passagens pelo Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento.

Ele viajou para Curitiba comemorar o aniversário de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018. Ela celebrou o aniversário de 18 anos em uma casa noturna, no bairro Batel, mas a comemoração se estendeu na casa dos pais, Cristiana e Edison. Foi na residência da família Brittes que o jogador teve seu último contato com os amigos. Edison acusou Daniel de estuprar sua mulher e o atleta acabou sendo espancado. Depois ele conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

Veja os crimes de cada réu

Edison Brittes Júnior

Homicídio triplamente qualificado: (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima)

Ocultação do cadáver

Corrupção de menor

Coação do curso do processo

Cristiana Rodrigues Brittes

Homicídio qualificado (motivo torpe)

Corrupção de menor

Coação do curso do processo

Fraude processual

Allana Emilly Brittes

Corrupção de menor

Coação do curso do processo

Fraude processual

Ygor King

Homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima)

Ocultação do cadáver

David Willian Vollero Silva

Homicídio triplamente qualificado: (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima)

Ocultação do cadáver

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva

Homicídio triplamente qualificado: (motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima)

Ocultação do cadáver

Corrupção de menor

Evellyn Brisola Perusso

Fraude processual


Fonte: Bem Paraná

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