Torcedores do Botafogo criam “Samba 7” e esperam convite para tocar dentro do Nilton Santos

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A pandemia afastou a torcida dos estádios, mas conforme os protocolos ficaram menos rígidos bares puderam abrir e passaram a concentrar torcedores saudosos das arquibancadas. No bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, aconteceu o mesmo. O Bar do Italiano, localizado na Rua Bambina, começou a concentrar um grupo de torcedores que levam o mesmo nome do programa de sócio-torcedor, antes mesmo de ele existir. Para dar uma alegrada nos alvinegros que compareciam ao bar, membros do “Camisa 7” criaram o “Samba 7”.

O sucesso do boca a boca e da divulgação nas redes sociais foi tanto que centenas de torcedores de diversos cantos do Rio foram matar a saudade da torcida e se juntaram no acanhado bar, a ponto de quase impedir passagem de carros na rua. As apresentações do Samba 7, inicialmente informais, agradaram e ganharam certo profissionalismo, tal qual o clube de coração dos músicos. O ge conversou com o produtor do grupo, Pedro Affonso, e também com o percussionista e diretor Yago Simões.

– Nos conhecemos esse ano no Bar do Italiano e ali foram sendo estreitados laços de amizade que culminaram na criação do grupo. O bar já era um point dos botafoguenses, mas se fortaleceu muito durante a pandemia devido às restrições de acesso ao estádio. Tiveram jogos que praticamente fechamos a rua com um público de mais ou menos 200 pessoas de todos os locais possíveis do Rio de Janeiro – contou Pedro.

Dali, os músicos e torcedores foram para o Águia, na Voluntários da Pátria, região conhecida como Baixo Botafogo. Algumas apresentações depois, o grupo se mudou novamente, agora para o Boteco do Rão, que tem permissão para realização de pequenas apresentações, o que aumentou o público ainda mais. De acordo com Pedro e Yago, mais de 500 pessoas circularam por ali no dia da goleada em cima do Vasco.

Além da apresentação na nova casa, o grupo também fez a festa dentro de General Severiano, com direito a homenagem ao técnico Enderson Moreira na versão alvinegra, composta por Marcelo Adnet. O momento foi gravado e chegou ao clube, que postou nas redes sociais. Não satisfeitos com o sucesso da paródia, Yago diz que já tem até canção pronta para o sonho de consumo alvinegro nesta janela de transferências.

– Já cantávamos a música “Marrom Bombom” na versão botafoguense, mas em General Severiano alguém gravou e o Botafogo colocou no Instagram e aí explodiu, já tiveram mais de 80 mil visualizações. Isso ajudou muito a divulgar o nosso grupo e, conforme o último episódio do Acesso Total mostrou, os jogadores aderiram e até cantaram no vestiário para o nosso treinador. Ficamos muito felizes! Vamos dar um spoiler aqui: caso o Elkeson feche com o Botafogo, a música pra ele já está pronta.

A melhora nos números da pandemia têm ampliado os horizontes para o Samba 7. Em alguns dias de jogos o grupo faz apresentações perto do Estádio Nilton Santos, mas a meta para o ano que vem é ser convidado para o lado de dentro.

– Queremos manter o grupo e continuarmos esse projeto que tem sido cada vez mais reconhecido pelas pessoas. Esperamos que o Botafogo mantenha a boa fase, pois somos pé quente e não tivemos ainda uma derrota com show do Samba 7. Já realizamos duas apresentações fechadas em frente ao Nilton Santos, mas o nosso grande objetivo é tocar dentro do estádio para toda a nossa torcida. Alô, Botafogo, fica a dica! É só ligar que a gente já está até com a roupa de ir.

Fonte: ge

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