Última cavadinha completa 10 anos, e Loco Abreu revela lição: “Cuide de sua obra máxima”

0
193

Quando se fala em Loco Abreu, a primeira imagem que vem à mente de quem acompanha futebol é a cavadinha na cobrança de pênalti, principalmente para torcedores do Botafogo e da seleção uruguaia.

Na apresentação ao Athletic, que vai disputar o Campeonato Mineiro, o uruguaio mencionou que aposentou a cobrança e lembrou como tomou a decisão de não bater mais pênaltis assim. 

De acordo com o camisa 13, a lição foi aprendida em um clássico entre Botafogo e Fluminense em 2011, quando ele perdeu um pênalti e converteu o outro, batendo ambos da mesma forma. O uruguaio afirma que a inspiração veio do exemplo de um grande pintor espanhol. 

“Pensei: ‘Cara, cuide da obra máxima que você fez’. Sabe o Picasso, o pintor? Quando ele fez a melhor obra dele, ele foi lá, colocou em algum lugar e ficou para a vida toda. Pensei, ‘vou fazer igual ao Picasso’. Deu certo? O Papai do Céu deu a oportunidade de fazer o gol? Que fique na melhor lembrança”, lembrou.

Última “obra”

ge voltou no tempo e constatou que as últimas cavadinhas de Abreu, que ocorreram na mesma partida, completaram uma década recentemente. 

No dia 6 de fevereiro de 2011, Fluminense e Botafogo fizeram um clássico movimentado e cheio de alternativas no Nilton Santos, pelo Campeonato Carioca. No início no segundo tempo, quando o Tricolor vencia de virada por 2 a 1, Loco Abreu sofreu pênalti de Rafael Moura. 

Com 34 anos, Abreu já era ídolo do Glorioso, pelos gols que fazia e pela cavadinha contra o Flamengo, na final da Taça Rio de 2010, que garantiu o título Carioca daquele ano. Além disso, havia marcado o gol da classificação do Uruguai para as semifinais da Copa do Mundo sobre Gana, na disputa de penalidades. 

Cavadinha de Abreu contra o Flamengo é um marco da idolatria do uruguaio no Botafogo — Foto: Reprodução/TV Globo 

Dessa forma, qualquer penal para as equipes de Loco Abreu abria expectativa para uma batida ousada. E assim foi contra o Tricolor, que tinha Diego Cavalieri, atualmente goleiro do Botafogo. Ele esperou a cobrança e defendeu no centro da meta. 

Só que um minuto depois, outro pênalti foi marcado para o Botafogo. Abreu mudou o canto, deslocou Cavalieri, mas cavou de novo e fez o gol, que empatou a partida, que seria vencida pelo Alvinegro por 3 a 2. Uma década depois, Abreu relembra aquela época.

– Aconteceu aquilo que foi maravilhoso na Copa do Mundo. Aí voltei para o Brasil, chegou 2011 e teve o clássico contra o Fluminense. Bati o pênalti de cavadinha no Cavalieri, e ele pegou. Me zoou um pouquinho, tem que aguentar, né? Dois minutos depois, teve outro pênalti. Bati de cavadinha e deu certo – recordou. 

A história do jogo muita gente lembra. Mas foi depois do clássico que o fato mais importante aconteceu. Loco Abreu se lembra de ter ido para casa e, ao ver a reprise da partida, tomou uma decisão que até hoje foi definitiva.

– Em casa, abri uma cervejinha para relaxar para ver a repetição do jogo e aí comecei a escutar o comentarista. O cara deu porrada pra caramba, impressionante. “Ah, falta de respeito, tem que multar o cara”, não sei o quê (criticando a cobrança perdida de cavadinha). Era metralhadora direto no peito. Dois minutos depois, teve o pênalti e fiz o gol, de cavadinha, do mesmo jeito. O cara ficou calado, afinal vai falar o quê, né? (risos). Mas essa repetição pela TV foi muito boa para mim – contou. 

Novo reforço do Athletic para a disputa do Campeonato Mineiro 2021, Loco Abreu jogou pelo Botafogo entre 2010 e 2012. Ele marcou 62 gols em 105 jogos com a camisa alvinegra e foi campeão do Carioca em 2010, quando conquistou a Taça Guanabara e a Taça Rio.

Fonte: ge

CLIQUE, ASSISTA, DEIXE SEU LIKE E SE INSCREVA NO CANAL

FalaGlorioso.Club | Loja com mais de 100 Produtos do Botafogo. Acesse!

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui