Vamos deixar o pessimismo de lado e ser mais otimistas

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Por mais difícil que possa parecer, o papel do torcedor de futebol é apoiar o seu clube incondicionalmente, independentemente do cenário que se apresente. O botafoguense por sua natureza já tende a ser o cara mais pessimista da face da terra, sempre na espreita de que algum imprevisto vai lhe impedir de triunfar.

E quando se trata de futebol isto só piora, pois, o alvinegro já vai para as arquibancadas esperando pelo pior, com medo do árbitro deixar de dar um pênalti a nosso favor. Fica receoso de que nosso atacante perderá um gol feito, que o melhor jogador do time sairá machucado, ou que o técnico irá fazer a alteração errada.

Já passou da hora do botafoguense superar estes fantasmas e se concentrar em apoiar. Cobrar resultados e empenho, sim, também é nosso papel, mas não dentro do estádio enquanto a bola estiver rolando. Todo adversário nosso que vem ao Nílton Santos, já está ciente desta condição e se beneficia disto, sabendo que a arquibancada se rebela contra o time, se o Botafogo não estiver vencendo nos primeiros vinte minutos da partida. Chega de favorecer os oponentes dentro do próprio território. O apoio só é válido se for do primeiro ao último minuto.

Obviamente que o peso de estar a 25 anos sem um título de expressão conspira para que a torcida desconfie do sucesso e espere pelo pior. Mas não será com esse comportamento negativista que ajudaremos o time a sair do ostracismo e voltar aos seus dias de glória. Até porque, o Botafogo não é o único time do mundo que convive com um incômodo jejum de títulos.

Como mudar a chave do negativo para o positivo

Ninguém disse que manter o otimismo é fácil, ainda mais depois de anos sendo chacota e de seguidas decepções. Mas o nosso papel é este. Apoiar, apoiar e apoiar. Por mais árduo que possa parecer, a nossa missão é esta. Nas circunstâncias atuais o Botafogo precisa unicamente de energia e vibrações positivas. Negativismo e maus pressentimos vamos deixar no passado, enterrado junto aqueles momentos que não queremos recordar.

Me lembro perfeitamente de que em 1995, absolutamente ninguém nos colocava entre os favoritos a competição. Havia o Palmeiras da Parmalat, campeão das duas últimas edições do Campeonato Brasileiro, o Flamengo do poderoso ataque formado por Romário, Sávio e Edmundo e o Grêmio, que estava brilhando na Libertadores, que eram vistos como os possíveis campeões. Entretanto, o que vimos foi uma surpresa total. Nenhum dos favoritos chegou as semifinais da competição, enquanto nós, dado como zebra, calaríamos um Pacaembu lotado para erguer a taça de campeão.

Schalke 04 na Alemanha, Napoli, na Itália, Tottenham na Inglaterra e Athletic de Bilbao na Espanha, são só alguns exemplos de clubes tradicionalíssimos e de imensas torcidas, que há décadas não sabem o que é levantar uma taça de peso. Nem por isso, o pessimismo impera nestas torcidas. Muito pelo contrário, pois vejo estádios pulsando junto de suas equipes a cada partida.

Eu não tenho dúvida alguma de que o nosso próximo título nacional seguirá este roteiro maluco de 1995, com um time que ninguém dá valor, chegando lá e surpreendendo, desbancando os favoritos e todos os críticos. E digo isso sem o medo de queimar a língua, pois quem conhece nossa história sabe. O Botafogo é muito mais forte quando é desacreditado. Quanto mais pisam na gente e mais desdenham da nossa capacidade, maior se torna a chance de a gente surpreender.

Talvez tenha sido o que faltou na Copa do Brasil de 1999. Jogando como azarão eliminamos o São Paulo nas oitavas de finais e o poderoso Palmeiras na semifinal. Na decisão, quando o favoritismo ficou do nosso lado, não conseguimos marcar um único gol no Juventude. O Maracanã registrou naquele dia o recorde de público até hoje da competição, e mesmo assim, com tudo conspirando a nosso favor, o título não veio.

O Botafogo gosta de ser o desafiante e nossa história comprova isso. Por isso meus amigos, só reforço para cada um de vocês. O negativismo não irá nos levar a lugar algum. Nunca deixem de acreditar na força da nossa camisa gloriosa, pois só a gente conhece o poder que ela tem. Vamos manter o otimismo, mesmo que no fundo de nossas almas, para o quanto antes soltarmos aquele grito de campeão, entalado em nossas gargantas há tanto tempo. Tenhamos um pouco mais de paciência que a nossa hora irá chegar.

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