Veterana no Botafogo, Verônica destaca reestruturação e versatilidade em meio à covid-19

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Na véspera da reestreia no Brasileirão Feminino A-2, que precisou ser paralisado logo após a primeira rodada, em março, por causa da pandemia da Covid-19, o Botafogo vai poder contar com uma das jogadoras que participou da transformação da equipe entre 2019 e 2020.

Verônica Fernandes, de 22 anos, está no clube desde abril do ano passado e admitiu que a diferença entre um ano e outro é nítida, resultado do apoio da diretoria, da chegada de novas atletas e do atual técnico, Gláucio Carvalho. 

Em 2019, o Botafogo não conseguiu se classificar para as oitavas de final do Brasileiro, mas mostrou evolução no segundo semestre de 2019 ao chegar na semifinal do Campeonato Carioca, quando foi eliminado pelo Flamengo. 

A crescente confiança se seguiu na pré-temporada, realizada no início deste ano, quando a paralisação do futebol brasileiro esfriou os planos de uma equipe que tem como principal objetivo subir para a elite do futebol nacional.

– O time vinha de uma pré-temporada muito boa no início do ano, com crescente confiança, entrosamento e desempenho físico. Estreamos no campeonato, já estávamos pensando no próximo jogo, e entrou a pandemia. Para nós, atletas, os treinos à distância uma hora começaram a saturar. 

– Faltava o essencial, que é a bola e o coletivo. Mas gostaria de parabenizar o Botafogo, que sempre procurou nos tirar da rotina a partir do que dava para eles fazerem. Dentro do cenário que tínhamos, fizemos tudo que podíamos – disse ao ge

Quando chegou ao clube em 2019, precisou se adaptar à própria transformação pessoal: estava passando por uma transição do futsal para o campo e, por isso, precisou driblar a carência da falta de uma preparação de base. 

Assim como ela, naquela época, diversas meninas candidatas à se integrar ao novo projeto de futebol feminino do Botafogo também sofriam do mesmo problema. De acordo com Verônica, este é um sintoma que afeta não só o clube alvinegro, mas o futebol do Rio de Janeiro.

– O primeiro elenco foi muito inexperiente, acredito que quase 90% não tinha base. Muitas jogadoras pulam etapas de desenvolvimento e não chegam prontas para jogar no profissional. Eram jogadoras de campeonatos regionais, e o Rio de Janeiro é muito carente de jogadoras. Hoje está melhorando, mas no início do ano passado era difícil montar um elenco. Quem é de alto rendimento, no Rio, prefere ir para fora. 

Para esta temporada, mesmo com a chegada de novas jogadoras como Chaiane, campeã da Série A-2 do Brasileirão com o São Pauloano passado, e a atacante paraguaia Jéssica Sánchez, uma das revelações do último Sul-Americano sub-20, Verônica reconhece que a disposição do elenco está ameaçada por um fator fora do alcance da comissão técnica. 

– Nessa temporada, quem escala para uma partida são os resultados dos testes da Covid-19. Como atleta, hoje, é preciso entender que vai ter que jogar em mais de uma posição, abraçar a causa, e se tiver que jogar de goleira, vai jogar. Mas acredito que o time está bem e evoluindo, pronto para o retorno da competição – completou. 

O Botafogo retoma a campanha no domingo, às 15h, contra o Goiás, em Goiânia. O Glorioso está no grupo E do Brasileirão Feminino A-2, junto com Real Brasília, Goiás, Vila Nova-ES e Atlético-MG. As cinco equipes empataram na primeira rodada, realizada antes da paralisação.

Fonte: ge

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