Veto de Jair Bolsonaro à suspensão de pagamento do Profut faz clubes desembolsarem entre R$ 60 mil e R$ 1,5 milhão por mês; Bota passa aperto

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O veto do presidente Jair Bolsonaro à suspensão das parcelas do Profut, formalizado na semana passada, põe pressão sobre as contas dos clubes de futebol da primeira divisão. Em alguns casos, o desembolso mensal chega a R$ 1,5 milhão por mês. 

O presidente sancionou a Lei 14.117/2020, que trata de ações emergenciais para clubes por causa da pandemia. Nela, dirigentes tinham a expectativa de congelar os pagamentos do Profut, programa que permitiu a renegociação de dívidas fiscais por até 20 anos.

Para entender os impactos do veto ao congelamento nas contas de cada clube, o geprocurou o Ministério da Cidadania, ao qual a Secretaria Especial do Esporte é subordinada, e pediu a lista atualizada com valores devidos por cada membro da primeira divisão. 

O órgão informou que as parcelas do Profut são classificadas como “acesso restrito”, segundo a Lei de Acesso à Informação. Apesar de serem dívidas públicas, os valores não foram detalhados pelo governo. 

O blog, então, entrou em contato com todos os clubes com a pergunta sobre o valor das parcelas. O Ceará não respondeu às mensagens até o fechamento. O Coritiba tomou a decisão de omitir o número. 

O Internacional publica um acompanhamento dos pagamentos ligados ao Profut em seu portal da transparência. No caso de Atlético-GO e Goiás, o blog considerou valores publicados pelo jornal O Popular. Todos os demais foram informados por fontes nos clubes. 

ClubeProfut (em R$ por mês)
Athletico-PR75.000 
Atlético-GO80.000 
Atlético-MG500.000* 
Bahia440.000 
Botafogo1.400.000 
Red Bull BragantinoNão aderiu 
CearáNão respondeu 
Corinthians300.000 
CoritibaNão quis revelar 
CruzeiroExcluído 
Flamengo1.500.000 
Fluminense830.000 
Fortaleza60.000 
Goiás120.000 
Grêmio400.000 
Internacional300.000 
PalmeirasNão aderiu 
Santos600.000 
São Paulo250.000 
SportNão aderiu 
Vasco1.400.000 

Fonte: ge

*Adiantou parcelas e só volta a pagar no fim de 2021

Algumas crises se agravam

As consequências do veto presidencial ao congelamento dos pagamentos são variadas. Em clubes como Botafogo, Fluminense e Vasco, cujas finanças estão em crise crônica, as quantias são suficientemente altas para provocar severas dificuldades. 

Mesmo quando as parcelas não são tão altas quanto as dos cariocas, casos de Bahia e Santos, as obrigações mensais são desafiadoras em um contexto de perda de receitas por causa da pandemia. 

O Profut foi instituído em 2015, ainda no governo de Dilma Rousseff, e permitiu o reparcelamento de impostos atrasados em até 240 parcelas mensais. Houve descontos em juros, multas e encargos. Nos primeiros anos, as parcelas foram mínimas para facilitar o ajuste das contas. 

Entenda como andam as finanças dos clubes na série mais recente do blog, com base nos balancetes referentes ao terceiro trimestre de 2020. 

  • Corinthians
  • Cruzeiro
  • Flamengo
  • Fluminense
  • Grêmio
  • Internacional
  • Palmeiras
  • Santos
  • São Paulo
  • Vasco

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Fonte: ge

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