Voto de sócio-torcedor gera discussão política no Botafogo; clube promete reforma

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Mais de três anos depois de aprovado no Estatuto, o voto do sócio-torcedor ainda gera debate interno no Botafogo. Com uma nova diretoria que se diz favorável à abertura do clube, o assunto voltou à tona e promete avançar ao longo de 2021. 

A última novidade foi o protesto apresentado por conselheiros ligados à chapa verde, derrotada nas últimas eleições e liderada por Walmer Machado. Depois de ter um pedido negado, esses alvinegros reclamaram formalmente com o presidente do Conselho Deliberativo, Mauro Sodré, como informado primeiro pela “Tribuna Alvinegra”. 

A intenção desse grupo é que o assunto seja ao menos discutido na reunião marcada para o próximo dia 12 de abril. O mesmo grupo apresentou no fim de janeiro detalhes de como um projeto seria colocado em prática. Na verdade, já há mudança no estatuto aprovada desde 2017, mas com detalhes a serem alterados para colocar em prática. 

Próxima reunião na sede do clube está marcada para 12 de abril — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Próxima reunião na sede do clube está marcada para 12 de abril — Foto: Vitor Silva/Botafogo

Procurado pela reportagem, o Conselho Deliberativo explicou que deu prioridade na pauta da próxima reunião a assuntos urgentes, como a votação do orçamento, do plano de metas e outras mudanças propostas pela atual diretoria. O tema pode ser abordado já no mesmo encontro, mas só é possível votar uma proposta que for enviada pelo presidente Durcesio Mello. 

O que falta?

Internamente, até parte dos apoiadores da atual gestão esperavam alguma novidade desde já, mas o desejo da diretoria é propor uma reforma ampla no estatuto do clube. Que passaria pela abertura ao voto do sócio-torcedor, mas incluiria outras emendas para deixar registrada a mudança na forma de gestão. A promessa é de que isso aconteça ainda nesse ano. 

– Por causa da minha origem, sou muito ligado a esse assunto. Na eleição de 2014, quando fui candidato a Presidente, já defendi isso. O Botafogo ainda é muito fechado, precisa ser mais democrático e transparente. Estamos tratando do assunto, mas não queremos fazer disso um fato político. Precisamos de um processo de reforma estatutária mais amplo – disse o vice-presidente Vinícius Assumpção. 

– Queremos um novo estatuto escutando todo mundo: a torcida, os sócios, conselho deliberativo… É para representar o novo momento do Botafogo. O voto do sócio-torcedor é superimportante, mas ele será um ponto de todo um amplo debate. Precisamos de uma reforma para transformar a forma de agir e administrar o clube. Estamos fazendo isso na prática, mas precisamos de um novo estatuto para quem venha na frente não desfaça tudo – completou. 

Especificamente sobre a inclusão dos sócios-torcedores na eleição de 2024, já existe debate interno. O clube usa uma pesquisa de engajamento feita com os torcedores para reformular o plano de sócios. Uma das mudanças seria o direito a voto. A diretoria está no mercado para encontrar a nova parceria que vai gerir o programa. 

Em 2018, a gestão anterior chegou a lançar o “Sócio-Torcedor Estatutário”, mas o modelo gerou críticas e teve baixa adesão. As principais reclamações foram sobre o valor de R$ 80 com custo-benefício baixo e a burocracia para adquirir o plano e participar da eleição. No fim de 2020, Durcesio Mello foi eleito com a participação de 825 votantes.

Fonte: ge


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